A Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas) projeta que a produção de motos no Brasil deverá crescer apenas 10% em 2021. A previsão tímida leva em consideração o andamento da pandemia de Covid-19, que ainda não foi controlada no país, e que pode atrapalhar o desenvolvimento de regiões estratégicas.

A Honda, por exemplo, suspendeu a produção de suas motocicletas no Polo Industrial de Manaus (AM) após o município superar o número total de óbitos de 2020 apenas no primeiro mês de 2021. A marca japonesa deverá retomar a produção apenas quando for seguro para seus empregados, seguindo as orientações das autoridades sanitárias.

Em um cenário tão importante para o Brasil, algumas motocicletas muito interessantes acabam ficando de fora dos radares das fabricantes. Partindo disso, a reportagem do iG Carros elege 5 motos bacanas que não são vendidas no Brasil, mas que poderiam fazer muito sucesso por aqui. 

1 - Silence S01

Fundada há dez anos, fabricante Silence está bombando na Europa com seus scooters elétricos
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Fundada há dez anos, fabricante Silence está bombando na Europa com seus scooters elétricos

Em 2011, a fabricante de scooters elétricos Silence foi fundada em Barcelona (Espanha), ganhando destaque regional. Com apenas 165 funcionários ao longo da década, a marca atingiu o patamar de produção de 10 mil unidades por ano, conquistando 66% do mercado interno espanhol e 30% das vendas europeias no segmento. Seu único scooter elétrico, o S01 , é vendido no Reino Unido por 2,6 mil libras esterlinas (R$ 19 mil, em conversão simples).

O S01 é equivalente a um modelo de 125 cc de cilindrada, feito para ser barato e prático. O scooter elétrico pode atingir 100 km/h, com autonomia de 128 quilômetros. A versão S02 LS, também disponível no Reino Unido, tem autonomia suficiente para rodar 150 quilômetros com apenas uma carga.

O modelo conta com sistema regenerativo de frenagem, que reaproveita o calor gerado pelos freios para repor a energia do scooter. Além disso, a Silence disponibiliza um carregador portátil que pode ser plugado em qualquer tomada.

2 - KTM 890 Duke

KTM 890 Duke: modelo esportivo também não está disponível no Brasil
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KTM 890 Duke: modelo esportivo também não está disponível no Brasil

KTM 890 Duke ainda não foi confirmada para o Brasil, onde a marca austríaca vende as motos enduro 250 EXC-F, 300 EXC e 350 EXC-F, além dos modelos naked 200 Duke e 390 Duke.

Na comparação com a KTM 890 Duke R, o novo modelo é menos potente. São 115 cv de potência e 9,1 kgfm de torque, contra 121 cv e 9,8 kgfm da versão esportiva R. Na parte estrutural, as motocicletas são praticamente idênticas, mantendo o mesmo subquadro e suspensão.

Enquanto a KTM 890 Duke R conta com freios Brembo, a 890 Duke tem conjunto convencional para uso urbano. Os pneus são da Continental. A KTM 890 Duke integra três modos de condução: chuva, rua e esportivo. Dentro deste último, o piloto ainda poderá ajustar a resposta do acelerador e dos freios ABS.

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3 - Piaggio Beverly

Piaggio Beverly: scooter já esteve no Brasil entre 2017 e 2019, mas foi descontinuado sem maiores explicações
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Piaggio Beverly: scooter já esteve no Brasil entre 2017 e 2019, mas foi descontinuado sem maiores explicações

O scooter Beverly já foi vendido pela Piaggio no Brasil, mas o modelo sumiu do catálogo da marca italiana sem maiores explicações. Em 2021, ele foi reestilizado na Europa, ficando mais arrojado, veloz e sustentável, seguindo as atualizações impostas pelas novas regras de emissão de poluentes do continente.

Na linha 2021, o Beverly ganhou novos faróis em LED, com setas redesenhadas alocadas acima do paralama dianteiro. O novo formato do assento colabora para um visual mais esportivo, apesar da simplicidade do scooter.

Os novos motores monocilíndricos de 300 e 400 cc de cilindrada seguem as normas do Euro 5 que passaram a vigorar na União Europeia. Os propulsores fazem parte da linha HPE (High-Performance Engine), com quatro válvulas, injeção eletrônica de combustível e arrefecimento a água. O novo motor 400cc, que substitui a antiga unidade 350cc, pode desenvolver 35 cv de potência e 3,7 kgfm de torque.

4 - Honda Vision 110i

Honda Vision 110: primo europeu do SH 150 faz sucesso entre os jovens
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Honda Vision 110: primo europeu do SH 150 faz sucesso entre os jovens

No final de 2020, a Honda atualizou o Vision 110 , primo do SH 150i brasileiro. O modelo parte de 2,3 mil euros, valor equivalente a R$ 14.370 em conversão simples, com novo design e mais recursos de tecnologia.

Além do visual repaginado, o Vision 110 ganha novo mostrador LCD. O modelo também contará com sistema de ignição presencial, dispensando o uso da chave. Segundo a fabricante, o scooter está 2 kg mais leve na comparação com a linha 2020, melhorando o desempenho na cidade.

O Vision 110 conta com o motor de 109,5 cc de cilindrada Smart Power, com duas válvulas refrigeradas a ar. O conjunto desenvolve 8,6 cv de potência a 7.500 rpm, com novo sistema start-stop que melhora em até 5% sua eficiência na cidade.

5 - Aprilia RSV4

Aprilia RSV4: modelo esportivo seria um ótimo rival para a Suzuki Hayabusa no Brasil
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Aprilia RSV4: modelo esportivo seria um ótimo rival para a Suzuki Hayabusa no Brasil

Atualmente, os únicos modelos da fabricante italiana Aprilia disponíveis no Brasil são os scooters SR 150 e Carbon 150 . Logo, não há previsão de lançamento para a superbike RSV4 na linha 2021, que recebeu atualizações de mecânica e estilo.

A RSV4 ganha um novo rosto, contando com faróis em LED triplos com luzes de condução diurna. A iluminação acompanha o direcionamento do piloto, projetando luzes mais fortes no sentido do guidão – um recurso chamado “cornering lights”.

O motor V4 1,099cc que já atende às novas normas de emissão de gases poluentes estipuladas pela União Europeia. O conjunto pode entregar 214 cv de potência.

Na parte eletrônica, a Aprilia instalou um novo seletor de modos de condução, sendo que seis são voltados para a condução urbana e outros três para as pistas de corrida. O modelo traz controle de estabilidade e tração, freios ABS e painel de instrumentos com tela digital.

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