Concessionárias contam com estoques para apenas duas semanas e já encaram filas de espera
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Concessionárias contam com estoques para apenas duas semanas e já encaram filas de espera

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) publicou os dados referentes ao último mês, revelando que agosto de 2021 foi o pior em 18 anos . Apesar do resultado negativo como consequência de paralisações na indústria, a produção nacional teve elevação de apenas 0,3% na comparação com o mês anterior.

Na comparação com agosto de 2020, o mês passado teve queda de 21,9% na produção automotiva. A Anfavea publica que 164 mil veículos foram produzidos, entre automóveis , comerciais leves , caminhões , motocicletas e tratores .

Enquanto a falta de microchips semicondutores continuar afetando a indústria, a Anfavea não vê perspectiva de melhora. Sendo assim, os estoques estão em nível crítico nas concessionárias , que já enfrentam grandes filas de espera para receber automóveis.

“A situação dos semicondutores traz imprevisibilidade para o desempenho da indústria no restante do ano. Num cenário normal, estaríamos produzindo num ritmo acelerado nesta época do ano”, lamenta Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea.

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Falta global de semicondutores

O mundo inteiro foi afetado pela falta de microchips semicondutores. Estes componentes são utilizados em circuitos eletrônicos de celulares, notebooks, televisores, videogames e smartwatches. Um automóvel pode ter entre 200 e 400 microchips semicondutores, dependendo da categoria e do nível de tecnologia embarcada.

Durante o balanço do primeiro semestre, a Anfavea repercutiu um estudo feito pela consultoria BCG, que aponta que a falta de microchips semicondutores afetará a produção de algo entre 5 e 7 milhões de automóveis em todo o mundo. As indústrias que mais sofrem são da América do Norte, Ásia e América do Sul. 

A crise dos semicondutores deve se estender até o terceiro trimestre de 2021 – só então os números das indústrias globais voltarão a crescer, na avaliação da BCG. A estabilidade no fornecimento dos componentes não é esperada até meados do segundo trimestre de 2022.

Nem todas as fabricantes estão confiantes de que tudo voltará ao normal em 2022. Este é o caso da Daimler, proprietária da Mercedes-Benz, que só enxerga o fornecimento de microchips semicondutores normalizado em níveis pré-pandemia em 2023.

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