
A Renault apresentou na Índia a nova geração do Duster, um nome que já foi sinônimo de “SUV acessível” por aqui e agora reaparece com outra ambição. O modelo foi mostrado em 26 de janeiro de 2026, num movimento para recolocar a marca no radar de um mercado que virou obcecado por utilitários esportivos.
O ponto é que esse Duster indiano não é uma simples reestilização. Ele muda de patamar em design, tecnologia e mecânica e, por isso, virou assunto também no Brasil: há uma lacuna entre Kardian e Boreal que um SUV desse porte poderia preencher, caso a Renault decida trazer o projeto para cá.
Um Duster com cara nova e jeito de SUV “sério”
A nova geração abandona a imagem mais arredondada e assume um desenho mais reto e robusto, com frente alta, laterais musculosas e lanternas interligadas em LED. O resultado é um carro com presença bem mais “de segmento acima”, sem perder a proposta de uso familiar e a pegada de piso ruim que sempre acompanhou o nome Duster.

Na cabine, a promessa é de salto de modernidade: telas maiores e uma arquitetura interna mais alinhada com os Renault mais recentes. O pacote de acabamento e a ergonomia também entram na mira, justamente porque esse é um dos pontos em que o Duster atual, no Brasil, já mostra a idade.

Motores: turbo agora e híbrido a caminho
Na Índia, o Duster estreia com o 1.3 turbo a gasolina calibrado para 163 cv e cerca de 28,5 kgfm, combinado a um câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas. É um conjunto que conversa diretamente com a tendência local e também com o que o brasileiro já conhece em outros carros do grupo.

A outra grande carta na mesa é a versão híbrida (HEV), prevista para chegar depois. A receita citada para o modelo inclui motor 1.8 aspirado, bateria de 1,4 kWh e uma transmissão de oito marchas que trabalha com dois motores elétricos. Em mercados onde esse sistema já existe, a potência combinada gira na casa dos 160 cv.

Equipamentos que eram “luxo” viram conversa
O Duster indiano também aparece com itens que mudam a percepção do carro. Entre os destaques mencionados estão teto solar panorâmico, tampa do porta-malas com acionamento elétrico e pacote ADAS, além de ar-condicionado digital de duas zonas, bancos dianteiros ventilados, iluminação ambiente e integração de multimídia com serviços do Google em alguns mercados.

Esse tipo de lista é o que transforma o Duster de “SUV básico e valente” em candidato real a brigar com modelos mais caros, principalmente num cenário em que tecnologia embarcada virou argumento de compra.

E no Brasil: dá para apostar na chegada?
Hoje, a Renault segue com um Duster que já pede renovação e, ao mesmo tempo, tem um intervalo claro entre Kardian e Boreal. É aí que o novo projeto faria sentido: ele entraria como um “SUV ponte”, com porte e equipamentos acima do Kardian, sem necessariamente encostar no posicionamento do Boreal.
O porém é que, por enquanto, não existe confirmação oficial de produção ou venda no Brasil. O que existe é um modelo pronto para mercados em desenvolvimento, lançado na Índia e com planos de expansão para outras regiões, o que naturalmente alimenta a possibilidade de desembarque por aqui em um segundo momento.