Interior de veículo após colisão ilustra os riscos ligados a componentes de segurança adulterados ou falsificados.
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Interior de veículo após colisão ilustra os riscos ligados a componentes de segurança adulterados ou falsificados.

Os Estados Unidos ampliaram o alerta sobre a circulação de veículos equipados com airbags falsificados após investigação do NHTSA, órgão de segurança viária do país, associar 10 mortes e 2 feridos graves a 12 acidentes.

Segundo a agência, os infladores foram produzidos pela chinesa Jilin Province Detiannuo Safety Technology, identificada como DTN, entraram ilegalmente no mercado americano e foram usados como reposição em veículos já envolvidos em colisões.

Peças imitavam airbags originais

De acordo com o NHTSA, os airbags falsificados são visualmente muito parecidos com os originais, o que dificulta a identificação em inspeções superficiais. A diferença aparece no funcionamento. Em vez de inflarem corretamente para proteger os ocupantes, os componentes investigados romperam durante o acionamento e lançaram fragmentos metálicos para dentro da cabine.

A agência informou que os 12 casos conhecidos ocorreram em veículos que receberam airbags substitutos depois de colisões anteriores. Segundo o órgão, as mortes ocorreram em acidentes que deveriam ter sido sobrevivíveis com componentes legítimos.

Investigação se concentra em carros reparados

O NHTSA orientou consumidores, sobretudo compradores de usados com histórico de acidente, a verificar se o carro já teve airbag trocado e a procurar oficinas certificadas ou concessionárias para inspeção. Se houver suspeita de componente da DTN, a recomendação oficial foi interromper o uso do veículo até a substituição pela peça correta.

Até aqui, a investigação pública cita principalmente Chevrolet Malibu e Hyundai Sonata entre os casos fatais já identificados, mas o órgão afirma que o risco não se limita a esses modelos. A agência também abriu caminho para um banimento permanente desses infladores no mercado americano.

Alerta ganhou força em 2026

Em janeiro, o NHTSA já havia emitido um aviso urgente depois de duas mortes recentes associadas aos infladores chineses. Naquele momento, o órgão falava em 10 ocorrências com mortes ou feridos graves. Em abril, a investigação foi ampliada e o total passou para 12 acidentes, com 10 mortes e 2 feridos graves.


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