
A Omoda & Jaecoo pretende iniciar a produção no Brasil no começo de 2027 e já trata a fábrica local como etapa necessária para sustentar a expansão da marca no país. A afirmação foi feita por Shawn Xu, CEO global da Omoda & Jaecoo, em coletiva com a imprensa brasileira na China, acompanhada pelo iG.
Na conversa, o executivo também falou sobre o papel do Omoda 4 no mercado nacional, a força do Jaecoo 5, o avanço dos projetos de Omoda 2 e Jaecoo 3 e a estratégia de manter a marca concentrada em crossovers e SUVs.

Produção local entra na fase final de definição
Questionado sobre a possibilidade de usar a antiga fábrica da Jaguar Land Rover, no Rio de Janeiro, Shawn Xu afirmou que a operação brasileira já vinha estudando diferentes caminhos para viabilizar a manufatura local, incluindo fábrica própria, parceria e aquisição de uma planta já existente.
Ele não confirmou qual será a solução escolhida, mas disse que a definição está próxima e tratou a fábrica como item obrigatório para uma operação de maior escala no Brasil.
Se quisermos fazer uma operação grande, como pensamos, definitivamente consideramos fábrica. Fábrica é um item obrigatório. Shawn Xu, CEO global da Omoda & Jaecoo
Na mesma resposta, o executivo afirmou que a companhia espera ter a operação fabril definida ainda neste ano, com produção iniciando no começo do ano que vem.
“Muito em breve essa notícia será divulgada. E também esperamos que a operação da fábrica possa começar no início do ano que vem.”
Omoda 4 deve equilibrar híbrido e elétrico no Brasil
Ao falar do Omoda 4, Shawn Xu associou o modelo ao centro do mercado brasileiro de SUVs compactos e disse que a marca vê espaço tanto para versões híbridas quanto elétricas.
Segundo ele, a empresa entende que o consumidor brasileiro valoriza eficiência, mas também exige desempenho. Por isso, a leitura da Omoda & Jaecoo é que um sistema híbrido mais forte, com entrega de potência superior à dos híbridos convencionais, pode ter boa aceitação.
“Jovens gostam de potência. Eles querem andar na frente dos outros. Por isso precisamos das duas coisas: consumo e desempenho.”
Na coletiva, o CEO citou o Omoda 5 HEV como exemplo do bom momento da marca no país e disse que o produto já mostra como a combinação entre proposta de crossover e motorização eletrificada pode funcionar no Brasil.
Jaecoo 5 entra no radar da futura produção brasileira
Shawn Xu também foi questionado sobre o Jaecoo 5 e admitiu que o modelo tem potencial para entrar na conta da futura fábrica brasileira. Segundo ele, produtos de maior volume serão prioridades na manufatura local, e isso inclui o novo SUV.
Produto de alto volume é nossa primeira prioridade para produção no Brasil. Então acho que podemos incluir todos os modelos, incluindo o Jaecoo 5. Shawn Xu, CEO global da Omoda & Jaecoo
O executivo afirmou que o carro vem registrando bom desempenho em diferentes mercados e destacou o apelo de design e a proposta pet friendly como pontos que podem favorecer sua aceitação no Brasil.

Na resposta, ele chegou a associar o perfil do carro ao comportamento do consumidor brasileiro, lembrando que muita gente hoje organiza a rotina mais em torno de pets do que de filhos.
Marca não descarta combustão, mas híbrido seguirá no centro
Questionado sobre a possibilidade de a Omoda & Jaecoo trabalhar com motores menores, inclusive 1.0 turbo, e com versões menos eletrificadas no Brasil, Shawn Xu disse que a marca não pretende ficar limitada a um único tipo de motorização.