
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) realizou nesta quinta-feira (6), em conjunto com a Polícia Civil de Minas Gerais, uma operação para caçar uma quadrilha criminosa que vem realizando furtos de caminhonetes de luxo na cidade de Alfenas, região sul do Estado.
Objetivo da operação
A organização operava roubos, receptações e adulteração de sinais identificadores dos veículos. Durante a ação policial, chamada de “Chave Mestra” foram cumpridos oito mandatos de busca e apreensão e quatro de prisão temporária por roubo de veículos, aparelhos bloqueadores de sinal e smartphones.
Quem estava responsável
A operação contou com a ajuda da Promotoria de Justiça de Alfenas e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), regional de Passos (MG), além da própria Polícia Militar.
As apurações a respeito dos crimes foram feitas a partir do trabalho das forças de segurança de Minas Gerais, integrantes da 2ª Delegacia Regional da Polícia Civil em Alfenas e Gaeco. As informações foram repassadas para os militares do 64º Batalhão da Polícia Militar.
As investigações seguem de pé e os dados completos da operação ainda estão sendo reunidos.
Outros casos
Os casos de furtos de caminhonetes do segmento de luxo não são novidade. No começo desde ano, uma operação policial foi realizada no Distrito Federal e prendeu 37 pessoas no processo.
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Os alvos apreendidos eram suspeitos de estarem ligados com uma quadrilha que movimentava cerca de R$ 15,9 milhões em apenas um ano. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, entre janeiro e dezembro de 2025, os criminosos roubaram 53 veículos.
O órgão de segurança ainda afirmou que os suspeitos se dividiam em grupos regionais e faziam os roubos por encomenda. Além do DF, mandados foram feitos para os estados de Góias, Ceará e Rio de Janeiro.
Ao todo, foram realizados 43 mandados de prisão e, entre os alvos, se encontram os possíveis líderes das quadrilhas. Além disso, vinte mandados de prisão são cautelares e 23 são temporários. Grande parte das caminhonetes furtadas eram traficadas para a fronteira com Paraguai e Bolívia, onde os veículos eram trocados por drogas comercializadas no Brasil.
O principal foco das organizações criminosas tem sido os modelos Toyota Hilux e SW4. Quando são roubadas, os responsáveis pelo crime costumam adulterar as placas, com o objetivo de dificultar o trabalho da polícia.
*Estagiária sob supervisão