JAC Motors enfrenta crise judicial no Brasil
Divulgação
JAC Motors enfrenta crise judicial no Brasil

Na última terça-feira (6), o Grupo SHC, comandado pelo empresário Sérgio Habib e que controla a operação da JAC Motors no Brasil, entrou novamente na Justiça com um pedido para renegociar o valor de R$ 239,5 milhões em dívidas envolvendo 44 empresas.

Outras situações 

Essa não é a primeira crise financeira que o grupo passa. Em 2018, A SHC já havia recorrido à Justiça após ser prejudicada pelo super IPI, uma taxa adicional de 30 pontos percentuais sob o imposto para carros importados. Com isso, os planos de trazer uma fábrica da marca asiática para o Brasil foram descartados.

Desde esse acontecimento, a operação da JAC no país só diminuiu. Em 2025, a marca registrou apenas 988 unidades vendidas de automóveis e comerciais leves, uma queda significativa de 5,11% em relação ao ano anterior.

Em novembro de 2018, as dívidas da empresa chegaram a R$ 517 milhões, e o grupo responsabilizou principalmente o aumento dos impostos sob veículos importados, já que a JAC dependia da importação para reabastecer seu estoque.

Planos inacabados 

Em 2011, quando chegou ao Brasil pela primeira vez, a marcha chinesa inaugurou cerca de 50 concessionárias em apenas um dia, com preços acessíveis e carros bem equipados.

JAC E-JS1 2025
JAC Motors/Divulgação
JAC E-JS1 2025


Na mesma época, Sérgio Habib planejou um investimento de quase R$ 1 bilhão para abrir uma fábrica na Bahia, mas o projeto nunca foi para frente.

Além de todas as dificuldades financeiras com a JAC, a SHC ainda enfrentou o fim da parceria com a Citroën, que representava uma grande parcela de suas vendas no país. Segundo a revista EXAME, o grupo já negociava uma nova parceria com credores para tentar manter algumas dívidas fora do processo.

Renascimento 

Sem muitos retornos positivos, a marca decidiu reinventar sua gama de carros elétricos no país e apresentou o hatch compacto E-JS1, uma das primeiras opções eletrificadas com preços acessíveis no mercado.

No entanto, a proposta acabou sendo um pouco arriscada para a marca, já que outras montadoras rivais surgiram no Brasil com modelos baratos e modernos, aumentando a competitividade.

Em agosto deste ano, a JAC anunciou o fim das vendas do SUV elétrico E-JS4 e do sedã E-J7, reduzindo sua operação no país apenas aos E-JS1 e à picape Hunter. Mesmo assim, a marca promete um lançamento ainda em 2026.

Em novembro, o JS8 Pro, SUV de sete lugares e possível rival do Jeep Commander, poderá ser comercializado no Brasil. No entanto, o novo pedido judicial deixa a dúvida se a marca realmente vai conseguir entregar o novo modelo.


    Compartilhar
    Comentários
    Clique aqui e deixe seu comentário!

    Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

    Mais Recentes