Lambretta
Acervo pessoal
A simpaticíssima Lambretta Stander D 1956, em perfeito estado,com estepe na traseira, um dos seus detalhes curiosos

Já mostrei aqui, no fim do ano passado, duas versões da motoneta Lambretta, uma de 1958 e outra de 1960, com muitas inovações entre as duas. Ambas já seguindo o conceito dos scooteres, que até os dias atuais mantém suas partes íntimas, ou seja, toda a mecânica, bem cobertas. Mas a primeira Lambretta, de 1955, colocava tudo à mostra.

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A Lambretta Stander era bem mais simples que as posteriores, mecanicamente igual à LD 1958 porém sem as coberturas que caracterizam esse tipo de veículo. Nesse caso, beleza é um atributo relativo, já que, quando criança, eu achava essas Lambrettas “peladas” horrendas. Bem, para ser sincero, achava todas as elas muito feias, eu gostava mesmo é das motocicletas.

Passados mais de meio século, duvido que alguém diga algo contra a beleza que o tempo reservou para essa Lambretta Stander D 1956 , principalmente em relação ao seu estado de conservação. E a sua história particular confirma sua importância. Seu primeiro dono era um farmacêutico que percorria os bairros aplicando vacinas, recebendo-a como doação da Bom Brill por seu bom trabalho.

Já o segundo e atual proprietário a trocou com o farmacêutico por uma máquina de lavar roupa há cerca de 60 anos, mantendo-a totalmente original desde então. E nunca a restaurou. Com apenas 6 mil km rodados e com o farol e também a sua lâmpada ainda originais, o que pode ser confirmado pela observação atenta de todos os detalhes da motoneta. Nesse primeiro ano da Lambretta, elas já eram montadas no Brasil, porém com componentes importados.

Pilotar uma Lambretta pode ser um pouco mais agradável do que as antigas Vespas , já que elas têm o motor centrado em sua estrutura tubular, bem diferente das suas eternas rivais, que tinham chassi de aço estampado e, por causa disso, motor e câmbio ficavam na lateral esquerda da motoneta, logicamente desequilibrando um pouco a dirigibilidade.

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No caso da primeira Lambretta Stander , tanto a D quanto a LD, as rodas de oito polegadas também não facilitavam muito a pilotagem, o que foi resolvido e 1960, com a LI, que passou a ter rodas de dez polegadas. Mais interessante, no entanto, do que pilotar uma Lambreta, seja lá qual for o modelo, é pilotar uma Lambretta antiga com side-car. Mas isso ficará para uma outra ocasião.

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