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Uma semana com a Honda CG 160 Titan, o veículo mais vendido no Brasil

A Honda CG 160 Titan, em especial esta edição especial de 40 anos, é uma motocicleta realmente bonita
Divulgação
A Honda CG 160 Titan, em especial esta edição especial de 40 anos, é uma motocicleta realmente bonita

No final do ano passado, a Honda comemorou 40 anos de produção brasileira com o lançamento da versão especial e limitada da CG, o modelo mais popular da marca aqui no Brasil, justamente o que inaugurou a fábrica de Manaus, AM. Nessa ocasião, mostrei aqui mesmo a evolução da Honda CG nessas quatro décadas, que começou como CG 125 e chegou a CG 160, com um porte nitidamente maior.

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Pilotando todas as nove gerações da Honda CG no evento de aniversário, de forma rápida, pude lembrar-me de como era cada uma delas, mas faltou uma avaliação mais apurada da geração mais recente, justamente esta que teve a edição especial de 40 anos.

 A Honda CG 160 Titan é a versão mais equipada da linha CG e custa R$ 10.290, nas cores vermelha e preta. A CG 160 Titan 40 anos tem a cor branca com detalhes vermelhos e azuis, uma alusão a equipe de competições da marca, e as exclusivas rodas douradas.

 Para fazer jus à fama do modelo, no entanto, circulei pela cidade de São Paulo por uma semana com a Honda CG 160 Titan 40 anos, não só para lembrar como se comporta o veículo mais vendido no país - com quase o dobro de unidades vendidas do automóvel mais vendido no pais -, mas também para compará-la à primeira CG que saiu da linha de montagem, naquele longínquo 1976.

Como a GC evoluiu ao longo do tempo

 Como eu já havia comentado, a Honda CG atual é bem maior que a primeira e, por causa disso, mais confortável. Isso sem falar que o motor começou com cilindrada de 124 cm 3 , com 11 cv de potência, enquanto que o atual tem 162,7 cm 3 , com 15,1 cv. Antes com carburador e alimentado apenas com gasolina, a CG atual tem injeção eletrônica de combustível e é flex. O câmbio tinha quatro marchas “todas para baixo”, mas logo passou a ter cinco, “primeira para baixo e o resto para cima”, como ainda é hoje.

 O freio dianteiro era a tambor, com acionamento mecânico por cabos de aço, e agora é a disco, com acionamento hidráulico. E a CG atual tem ainda o sistema CBS de frenagem, que distribui a força de frenagem entre as rodas dianteira e traseira.

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 O painel de instrumentos da Honda CG 125 1976 era um primor, dois grandes e belos relógios circulares, um velocímetro e um conta-giros, ambos acionados mecanicamente por cabo de aço, bonitos até os dias atuais. Já o painel de instrumentos da CG 2017 é totalmente digital, um único display com velocímetro digital, conta-giros analógico de barrinhas, hodômetro total e parcial, relógio de horas e indicador de nível de combustível no tanque, incluindo aviso de reserva. Tem tudo!

 A primeira CG tinha a chave de ignição na lateral esquerda, posição um tanto incômoda porém usual para a época. Com a mesma chave podíamos travar o guidão, mecanismo acoplado à mesa inferior da suspensão dianteira. Também uma operação mais trabalhosa, mas estávamos acostumados. A CG atual tem uma chave no centro do guidão que aciona a ignição e também trava o guidão. Há 40 anos, não fazíamos idéia de como uma motocicleta poderia se tornar tão mais prática.

Peculiaridades da CG

A Honda CG, no entanto, guarda algumas peculiaridades que a ajudam a ser tão querida, ao mesmo tempo nostálgica. Essa mesma chave também acionava a trava de capacete, na lateral esquerda da moto, logo abaixo do banco. E a CG atual tem a mesmíssima trava, no mesmo local. Mais uma vez a máquina do tempo entra em ação.

Quanto ao conforto, além do fato de a CG atual ser maior e mais potente, as suspensões melhoraram e, no meio do caminho, a motocicleta ganhou partida elétrica. Sem dúvida a melhor evolução que uma motocicleta poderia ter. No punho direito do guidão, onde antes havia apenas o interruptor dos faróis alto e baixo, hoje tem o botãozinho mágico. Não tem acionamento dos faróis porque atualmente, por forca da legislação, o farol de uma motocicleta deve estar constantemente aceso.

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Nessa análise dos punhos do guidão, a Honda CG moderna peca em dois itens. O primeiro é a falta de um interruptor de ignição, que as motos maiores têm. Também chamado de “engine stop”, ou “corta-corrente”, esse botão permite que o motor possa ser desligado imediatamente em uma situação de emergência ou apenas de conveniência. O outro é a inversão das posições dos botões de buzina e piscas nas CG atuais. É toda hora buzinando quando se quer ligar ou desligar os piscas, ou “versa-vice”. Confunde.

Tirando a nostalgia, é claro que é melhor pilotar a CG 160 atual. Mesmo para o garupa, que antes apoiava seus pés na balança traseira da suspensão – e com isso “participava” do trabalho dos amortecedores e molas, e agora conta com um suporte de alumínio fixado diretamente ao quadro. Coisa de “moto grande”. Sem falar que a Honda CG 160 Titan é realmente uma motocicleta bonita, em especial essa versão especial de 40 anos. Ainda dá para comprar uma pois, apesar de ser uma edição limitada, serão 7.000 motocicletas a serem produzidas nessa configuração.

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