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A Royal Enfield tem a aparência e o jeitão das motos dos anos 30, mas tem mecânica moderna, incluindo injeção eletrônica e freios com ABS

A Royal Enfield Bullet tem 85 anos de produção ininterrupta
Divulgação
A Royal Enfield Bullet tem 85 anos de produção ininterrupta

Que tal rodarmos por aí com uma novíssima motocicleta dos anos 30? Pilotar uma Royal Enfield significa que você será visto em uma motocicleta vintage, de aparência totalmente retrô, mas estará ao comando de um modelo moderno. Antes de entrar nos detalhes das três motocicletas que essa marca inglesa, de produção indiana, traz para o Brasil, vamos conhecer um pouco da história do fabricante de motocicletas mais antigo do mundo em produção contínua.

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 A Royal Enfield foi fundada em 1901, na cidade de Redditch, na Inglaterra,  produzindo bicicletas, máquinas de cortar grama e motores estacionários. A primeira motocicleta surgiu no mesmo ano, era uma bicicleta com motor localizado na frente do garfo e com uma longa correia o ligando à roda traseira. A Bullet foi lançada em 1932 e é produzida até hoje, durante 85 anos ininterruptos. Desde 1949 a Royal Enfield eram vendidas também na Índia, que na época era uma colônia britânica, e uma grande compra de 800 Bullet pela policia indiana, em 1955, fez com que a empresa inglesa criasse uma subsidiária na Índia, passando a produzir todos os modelos. Essa estratégia se mostrou muito importante depois dos anos 70, quando a marca fechou sua matriz na Inglaterra.

 Mesmo passando por várias grandes crises, a Royal Enfield na Índia nunca parou sua produção, inclusive exportando seus modelos para a própria Inglaterra e praticamente “renascendo” nos anos 2000. Atualmente, sua produção passou de 50.000 motocicletas em 2000 para 660.000 motocicletas em 2016, com previsão de 900.000 motocicleta para o próximo ano. A operação aqui no Brasil é da própria Royal Enfield, que montou uma subsidiária em São Paulo.

Com o pé na estrada com a Bullet e a Classic

 Três modelos Royal Enfield foram lançados oficialmente esta semana, a Bullet, que tem 85 anos de história, a Classic, versão retrô baseada na Bullet, e a café racer Continental GT, que foi relançada em 2013 relembrando a própria Continental GT de 1965, época em que as café racer eram muito populares na Inglaterra.

 Em um dia de muita estrada, pude experimentar a Bullet e a Classic, que têm mecânicas idênticas, assim como é a sua posição de pilotagem. O motor monocilíndrico de quatro tempos refrigerado a ar tem funcionamento muito simples, com cilindrada exata de 499 cm 3 e potência de 27 cv. A alimentação é por injeção eletrônica de gasolina e o torque de 4,2 kgfm surge muito cedo, o que dá uma grande elasticidade ao motor em baixas rotações, não necessitando utilizar a todo momento as trocas de marchas no câmbio de 5 velocidades. O funcionamento do motor é suave e compassado.

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 As suspensões são convencionais porém eficientes, com curso dianteiro de 130 mm e traseiro de 80 mm, com dois amortecedores a gás com cinco posições de regulagem de carga de mola. Com 195 kg de peso em ordem de marcha, as duas Royal Enfield são ágeis e fáceis de serem pilotadas. A posição de pilotagem é bem confortável, a Classic tem selim do piloto separado do banquinho para o garupa e a Bullet tem banco inteiriço. O banco da Classic é mais macio e confortável que o da Bullet.

 Os dois modelos têm aparência muito agradável, realmente parecendo terem saído de um filme de motociclistas rebeldes dos anos 50 ou 60. A Bullet tem as cores preto com detalhes prata, verde com detalhes verdes e cinza com detalhes laranja. Já a Classic tem mais opções de cores, as tradicionais azul, preto e bege, as monocromáticas militares verde Battle Green, azul Squadron Blue e a marrom Desert Storm, e as cromadas, em preto, verde e cinza. A café racer Continental GT deixaremos para uma próxima vez.

Com posição esportiva de pilotagem, graças ao guidão baixo e às pedaleiras recuadas, ela tem um pouco mais de potência, com cilindrada de 535 cm 3 e 29 cv. A cores são preto, vermelho e verde, esta ûltima com o banco do tipo rabeta de couro laranja.

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 Os preços de lançamento das novas Royal Enfield são convidativos: a Bullet custa R$ 18.900 e não tem ABS nos freios, a Classic custa a partir de R$ 19.900, nas cores tradicionais e sem ABS, R$ 1.000 a mais com ABS. Nas cores militares, a Classic custa R$ 21.000, mais R$ 1.000 pelo ABS, e as de tanques cromados custam R$ 21.900 (mais R$ 1.000 pelo ABS). A Royal Enfield Continental GT custa R$ 23.000 e R$ 24.500, com e sem ABS. 

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