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Com 44% a mais de potência em relação à anterior, a naked tricilíndrica é empolgante, pelo o que notamos durante ao primeiras impressões ao pilotar

Triumph Street Triple 765: divertida de pilotar, visual caprichado e com vários equipamentos modernos
Divulgação
Triumph Street Triple 765: divertida de pilotar, visual caprichado e com vários equipamentos modernos

A inglesa Triumph é uma das marcas de motocicletas mais dinâmicas das que atuam no Brasil no momento. Sempre apresentando novos modelos de motocicletas, a Triumph mexe com vários aspectos emocionais dos motociclistas, com suas linhas esportiva, aventureira e clássica.

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Esta semana foi a vez do lançamento da nova Triumph Street Triple, completamente renovada após uma década desde a chegada da versão anterior, a Speed Triple 675, que por sua vez foi projetada para ser uma versão mais ágil da musculosa Speed Triple 1050. Para isso aquela motocicleta usaria o motor de três cilindros da esportiva Daytona 675, que havia sido lançada um ano antes.

Para quem já gostava da Triumph Street Triple 675, certamente pela esportividade mas também pela facilidade de pilotagem, a nova Street Triple certamente será uma gratíssima surpresa. Trata-se de uma nova motocicleta, a começar pelo motor de 765 cm3 de cilindrada, que tem mais de 80 novos componentes em relação ao motor anterior, de 675 cm3, incluindo novo virabrequim, pistões e cilindros galvanizados em Nikasil. Diâmetro e curso dos pistões são maiores.

Como esse novo motor também será utilizado nas motocicletas que disputarão o Campeonato FIM Moto2, a partir de 2019, prepare-se para uma boa dose de adrenalina ao acelerá-lo com vontade.

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Grata surpresa ao pilotar

Esse tricilíndrico chega com muito, muito mais potência do que os 85 cv que a versão atual dispõe: a nova Street Triple RS tem nada menos do que 123 cv de potência e 7,9 kgfm de torque. Há uma versão mais simples e menos potente, com 113 cv e 7,5 kgfm, a Triumph Street Triple S.

As novidades na roadster da Triumph não se resumem apenas aos novos números de desempenho, a nova Street Triple RS vem com um pacote considerável de tecnologias eletrônicas, todas elas agindo em favor do maior desempenho esportivo.

O acelerador agora é eletrônico, ride-by-wire, o que permite o uso de vários mapas de aceleração diferentes, para cada caso ou para cada gosto. Na RS são cinco os modos de pilotagem, “estrada”, “chuva”, “esportivo”, “pista” e “programável pelo piloto” (são dois modos na S, “estrada” e “chuva”).

No modo “programável pelo piloto”, o sistema ABS dos freios pode ser ajustado ou simplesmente desligado. Já o controle de tração também pode ser configurado ou desligado, na RS.

Já deu pra notar que a Street de entrada, a S, não vem com muita coisa que passamos a considerar “importante”, na RS. O painel de instrumentos em TFT ajustável na angulação, por exemplo, é uma delas. Um verdadeiro computador colorido nos mostra tudo o que acontece na motocicleta e na pilotagem, em três estilos de exibição. O computador de bordo inclui cronômetro e contador de voltas. Tudo pode ser comandado por um mini-joystick no punho, acionado pelo polegar. A Street Triple S tem o painel de instrumentos convencional, com uma tela de LCD. Outra diferença entre as versões é o DRL, iluminação diurna, presente na RS. As duas versões têm faróis de led.

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Muitas diferenças também na ciclística. A suspensão dianteira invertida Showa de 41 mm tem 110 mm de curso na S e 115 na RS, que ainda pode ter ajuste de pré-carga, na compressão e no retorno. A suspensão traseira tem 124 mm de curso na S e 131 mm na RS. O freio dianteiro da S é Nissin de 2 pistões e Brembo radial de 4 pistões M50 na RS, ambos com discos flutuantes de 310 mm.

Há diferenças também na geometria da suspensão dianteira, 24,7º de cáster na S e 23,8º na RS, e nos pneus, a Street Triple S é equipada com pneus Pirelli Diablo Rosso Corsa e a Street Triple RS vem com pneus Pirelli Diablo Supercorsa SP. Tudo isso faz a RS ser mais alta em 15 mm.

Bem, com todas essas novidades e diferenças, você já sabe que prefere a RS, certo? Mas falta ainda saber o preço e como cada uma delas se comporta na estrada. A Triumph Street Triple S custa R$ 38.990. Todo o aparato adicional na RS a faz custar exatamente R$ 10.000 a mais. Vale a pena?

Naked

Em uma viagem extremamente divertida de São Paulo a Campos do Jordão (SP), por largas rodovias mas também por estradinhas travadas e sinuosas, a Triumph Street Triple RS se tornou o brinquedo que todo adulto gostaria de ganhar: posição de pilotagem muito confortável, motor berrando e empurrando a todo momento, câmbio perfeito, com quickshifter para marchas ascendentes (sensacional!!!), freios impecáveis e a moto “na mão” o tempo todo.

A Street Triple S? Não sei, deve ser mais urbana, talvez. Para quem quiser realmente aproveitar tudo o que a nova motocicleta pode oferecer em termos de desempenho e diversão, minha sugestão é que arrume R$ 10.000 a mais e seja muito feliz.

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