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A Triumph Bobber segue o estilo das motocicletas de peso aliviado, do pós-guerra. Confira a avaliação

O grande charme da Triumph Bonneville Bobber é o banco do piloto, “pendurado” no quadro exclusivo do modelo.
Gustavo Epifânio
O grande charme da Triumph Bonneville Bobber é o banco do piloto, “pendurado” no quadro exclusivo do modelo.

Para quem procura uma motocicleta de estilo marcante, quase personalizado, a Triumph Bobber é uma candidata muito bem recomendada. Ela já vem pronta para chamar suficiente atenção de todos pelas ruas, mas ainda assim é possível deixá-la com a sua cara, apenas utilizando assessórios originais da marca.

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Apesar de não ser do meu estilo predileto, a Triumph Bobber é muito charmosa e não posso deixar de elogiar o que essa motocicleta tem de mais atraente, que é o ronco dos seus dois escapamentos. O vigoroso motor bicilíndrico de 1200 cm3 da família Bonneville torna os passeios bem mais interessantes, a cada acelerada. E não é apenas o ronco, são também os 77 cv de potência e os 10,8 kgfm de torque que incitam a acelerar.

O estilo bobber surgiu nos anos 40, quando os motociclistas retiravam tudo o que não era imprescindível nas grandes e pesadas motocicletas daquela época, para que ficassem mais leves, rápidas e fáceis de serem pilotadas. E o estilo voltou agora com toda a força retrô.

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Às vezes o estilo bobber se confunde com o estilo chopper, devido a alguns pontos em comum. Bobber vem de “to bob”, expressão inglesa que para “encurtar”, e chopper vem de “to chop”, cortar. As bobber não têm o quadro cortado, como as chopper, que ganhavam, ainda, longos garfos dianteiros.

A posição de pilotagem da Triumph Bobber é única, bem diferente de algumas custom que conhecemos. O assento individual do tipo selim força o piloto a sentar bem para trás, sob pena de não ficar anatomicamente bem encaixado, e o guidão quase plano leva seus braços para a frente. Depois de algum tempo, acostuma-se com essa posição, o que me faz sentir um pouco “bandido” em cima da Bobber. Bem estiloso. Tanto banco quanto painel de instrumentos são reguláveis.

Apesar de ser da família Bonneville, a Bobber tem quadro exclusivo, com suspensão traseira com único amortecedor central e com o para-lama de aço fixado na balança. Mais estilo. Não há lugar para o garupa e o para-lama se movendo junto com a roda traseira elimina qualquer ideia de se adaptar um banco, como ocorrem com algumas motocicletas do estilo retrô. O resultado é uma suspensão traseira de pouco curso, que passa para o piloto trancos mais fortes ao passar por imperfeições do piso. Faz parte.

Pilotando a Bobber por uma semana pelas ruas da capital paulista, a sensação inicial de que a motocicleta não fosse muito ágil vai se esvaindo co a prática, e até os espelhos retrovisores nas pontas do guidão deixam de ser problema ao se esgueirar entre os automóveis.

Tocada moderna

Na ocasião de sua apresentação da nova Triumph Street Triple, tive a oportunidade de percorrer um trecho de estrada bastante sinuosa com a Bobber, o que chegou a me surpreender pela estabilidade em curvas, logicamente limitada à altura das pedaleiras, que impedia inclinações maiores. A altura do banco é de apenas 690 mm.

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A aparência vintage da Triumph Bobber convive bem com algumas modernidades úteis, como os dois modos de condução selecionados no punho do guidão, “road” e “rain”, este último, entregando a mesma potência, porém de forma um pouco mais suave. Tem freios com ABS, acelerador eletrônico, imobilizador anti-furto, computador de bordo e lanterna de led. A Triumph Bonneville Bobber custa R$ 49.990.


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