Tamanho do texto

Com estilo jovem e descolado, o Tocantins é lembrado até os dias de hoje como o tiro certo da marca. Saiba mais detalhes do modelo brasileiro

Tudo começou com um sonho. Assim como outros visionários, João Conrado do Amaral Gurgel começou a pensar em criar seu próprio carro bem cedo. Um exemplo parecido é de outro sonhador, Preston Tucker, que também imaginou algo à frente de seu tempo nos longínquos anos 40.

LEIA MAIS: Aceleramos o Dodge Challenger R/T de 390 cv de potência

Uma história diz que na época de apresentação do trabalho de conclusão de Gurgel na faculdade, após dizer ao professor orientador que faria seu próprio carro, teria ouvido a seguinte resposta: “carro não se faz, se compra”. Mas ele seguiu em frente.

LEIA MAIS: VW Fusca Itamar turbinado chega perto dos 200 cv de potência

A história da Gurgel como uma fabricante de automóveis começou no final da década de 60. Os primeiros modelos seguiam uma ideia diferente, com destaque para a motorização boxer, refrigerada a ar, da Volkswagen, que equipou muitos modelos fora-de-série na época, e que garantia confiabilidade mecânica aos projetos.

O X12, seu maior êxito, chegou às lojas em meados da década de 70. Trazia um estilo jovem, extremamente descolado para a época, com acabamento honesto e desempenho compatível com a proposta de agradar ao público jovem, sempre buscando novidades.

Despojado

Gurgel Tocantins: modelo feito com carroceria de fibra de vidro e motor boxer é valente em trechos de terra
Renato Bellote/iG
Gurgel Tocantins: modelo feito com carroceria de fibra de vidro e motor boxer é valente em trechos de terra

Seu sucessor foi o Tocantins, que trazia a mesma base mecânica e uma reestilização que atualizou o estilo em busca de novos consumidores, inclusive com destaque para o lado mais urbano. O interior manteve a ideia despojada, mas com itens básicos de conforto bastante compatíveis com a concorrência.

LEIA MAIS: Aceleramos a nova geração do Ford Mustang GT 2018

Guiar o Tocantins é algo que agrada, especialmente se você curte a tocada dos boxer refrigerados a ar, o que é o meu caso. O ronco sossegado do valente motor de 1,6,  de 50 cv, vem acompanhado de torque suficiente para encarar subidas sem medo.

Como sabemos a história da marca terminou no início dos anos 90, motivado especialmente por dois fatores: a reabertura das importações e também o lançamento do BR 800, revolucionário no projeto, mas que também serviu para afundar de vez o sonho do visionário Gurgel.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.