Antes de falar do Renault 19, vale lembrar que carros franceses não têm uma fama muito boa no Brasil. Em parte pela rede escassa de concessionárias nos primeiros anos e em parte também – algo relevante, diga-se de passagem – pelo fato de que o brasileiro médio não tem o hábito de fazer manutenção preventiva.

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É importante dizer que nos primeiros anos eles também não eram bem adaptados para nosso asfalto peculiar, para não dizer de baixa qualidade, o que ocasionava vários problemas de suspensão. Mas isso é passado e atualmente as opções do mercado já superaram essa fase. O Renault 19 foi lançado no final dos anos 80. Além da França foi produzido na Argentina e se destacou bastante no mercado local. Sem dúvida é fácil perceber como nossos vizinhos estimam o modelo, através de fóruns ou no próprio Youtube.

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Mas o tema de hoje é esportividade, a bordo da versão 16V, também conhecida como 16S (S, de Soupapes, válvulas, em francês) na França. O 19 traz uma combinação apimentada de fatores. Em primeiro lugar vale destacar o acabamento bem feito. Logo de cara se nota que estamos em um modelo diferenciado.  Os bancos, por exemplo, possuem abas nas laterais e nos remetem a uma esportividade esquecida de algo feito para acelerar.

Bonne renommée

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Renato Bellote/iG
Renault 19 16V: motor 2.0, de 137 cv, surpreende pelo desempenho em rotações mais altas, o que garante esportividade

Rodando o sedã comprova sua boa fama. O motor de 2 litros e 137 cv reage bem às rotações baixas, mas sua natureza agressiva aparece de verdade quando enfiamos o pé no acelerador. Nesse ponto o cabeçote multiválvulas mostra sua força e empurra o francês com vitalidade.

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Vale ressaltar que quando essa tecnologia das 16 válvulas chegou por aqui teve duas vertentes. De um lado a economia e com motores até menores. E de outro o desempenho, como é o caso desse aqui, onde a diversão começa com o som único desse segundo estágio em funcionamento.

O proprietário desse Renault 19 é um apaixonado pela versão, tanto que atualmente tem três deles na garagem. Nem é preciso dizer que manter um deles não é uma tarefa fácil, com escassez de peças e mão-de-obra especializada. Mas paixão é paixão e realmente vale a pena escutar o ronco do sedã em alta rotação. Até a semana que vem!

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