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Em 1976, cada piloto da época recebeu um Chevette GP II para usar durante a semana do Grande Prêmio do Brasil

O título da matéria nessa semana certamente vai causar uma onda de nostalgia entre nossos leitores. Isso porque o Chevrolet Chevette foi um dos grandes modelos da GM no mercado nacional e faz sucesso até hoje em uma nova geração de entusiastas que apreciam a clássica combinação de motor pequeno e tração traseira.

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O modelo chegou às lojas em 1973. A concepção europeia era bastante moderna e logo deslanchou nas vendas. A versão do Chevrolet Chevette vendida aqui era uma reestilização do Opel Kadett e foi lançada no Brasil antes do similar na Europa. Isso realmente é algo interessante.

O GP fez sua estreia em 1976. Naquela época uma parceria entre a Chevrolet e a Fórmula 1. Fazendo uma analogia ele é como um daqueles Pace Cars especiais nos Estados Unidos, mesmo nesse caso sendo uma versão de série. De qualquer forma chegou fazendo barulho e cada piloto na época recebeu um deles para usar durante a semana do Grande Prêmio Brasil.

Um dos pilotos foi o lendário James Hunt que usou e abusou do carrinho. Na época uma publicação especializada fez uma matéria com ele para captar suas impressões a bordo do Chevrolet. Vale a pena pesquisar pois, além do teste propriamente dito, ele conta outras histórias daquela semana singular.

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Em 1976, ano do exemplar da matéria, ele passou a se chamar GP II e recebeu mudanças estéticas importantes, com destaque para as rodas com sobre-aros cromados e a faixa que percorria toda a carroceria. As maiores diferenças, no entanto, estão no interior, com o novo painel e volante de pequeno diâmetro.

Apenas a aparência

Chevrolet Chevette GP II
Renato Bellote/iG
Chevrolet Chevette GP II

Guiando o Chevette ficam claras algumas razões pelas quais ele se tornou tão querido. No caso do GP II a esportividade ficava restrita ao visual, já que o motor de 1,4 litro era o mesmo de outras versões, com apenas a opção de um segundo propulsor com taxa de compressão maior.

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O Chevrolet Chevette tem um bom comportamento dinâmico, ergonomia agradável e câmbio com quatro marchas bem escalonadas. Se não era esportivo de fato chamava a atenção pela rua com seu estilo único. Vale destacar que é extremamente difícil ver um deles nesse estado. Mas aqui nós corremos atrás dos clássicos. Até a semana que vem!

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