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Favorito da classe média dos anos 80, sedã com injeção eletrônica comemora a vitória de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis, nos EUA

O leitor da nossa coluna já sabe que os carros da década de 80, como o Chevrolet Monza , já estão se destacando nos classificados de veículos antigos há algum tempo. A cada ano mais deles colocam a placa preta (que está com os dias contados nesse formato). E no ano que vem, vale lembrar que o ciclo, entre fechamento e reabertura das importações, se completa.

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A injeção eletrônica chegou ao Brasil oficialmente com o lançamento do  Gol GTI . O modelo da Volkswagen abriu caminho para a nova tecnologia que se tornaria popular, e necessária, para equipar milhões de veículos, maciçamente, a partir da década de 90. A resposta da GM não demorou, com o Chevrolet Monza .

Para quem não viveu na época, este foi foi um dos maiores sucessos e sonhos de consumo do meio automotivo. O sedã médio da GM era um dos preferidos da classe média e classe média alta no período.

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O 500 EF tinha um quê de exclusividade. Isso tanto pela produção limitada a 5.000 unidades como também por comemorar a vitória de Emerson Fittipaldi nas 500 Milhas de Indianápolis., em 1989, com um Penske com motor Chevrolet V8. Comemoração dupla.

Chevrolet Monza 500 EF: sedã foi o primeiro GM do Brasil equipado com injeção eletrônica de combustível
Renato Bellote/iG
Chevrolet Monza 500 EF: sedã foi o primeiro GM do Brasil equipado com injeção eletrônica de combustível

O sistema de injeção eletrônica conferia ao modelo agilidade e eficiência. Algo deve ser dito sobre o visual, marcante e cheio de estilo. Um dos destaques nesse sentido era o acabamento primoroso, com bancos revestidos de couro e o teto preto, encontrado somente no Opala Diplomata.

Esteticamente vale ressaltar a faixa lateral, discreta, que percorre toda a carroceria e traz o nome da versão em destaque. Além disso, o aerofólio no porta-malas remete aos esportivos europeus da época, bem como o jogo de lanternas traseiras com acabamento fumê.

Guiar o EF 500 é nostálgico e, ao mesmo tempo, mostra como a indústria nacional também tinha modelos bem acertados na época. O volante é preciso e o motor de 2 litros tem força para curtir o passeio com desenvoltura. Realmente nada como um toque de riqueza no melhor estilo anos 90.

Chevrolet Monza europeu no Brasil?

Opel Ascona hatch, de cinco portas, versão que não chegou a ser oferecida no Brasil, com o Monza
Opel Ascona
Opel Ascona hatch, de cinco portas, versão que não chegou a ser oferecida no Brasil, com o Monza

A história do nosso Monza começou na década de 70. O Opel Ascona foi lançado e fez bastante sucesso na Europa. Vale lembrar, inclusive, que teve conquistas importantes nas pistas, com o lendário piloto de rali, Walter Röhrl, ao volante. Mas foi o Ascona C que se tornaria o mais conhecido dos brasileiros. Lançado na Europa em 1981, o modelo médio chegou ao país quase na mesma época. Um veículo moderno e com estilo contemporâneo, além de mecânica moderna e bem ajustada ao segmento do veículo.

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O raro exemplar que aparece na imagem acima foi fabricado em 1985 e foi trazido de Portugal há poucos anos. O primeiro detalhe que merece destaque na raridade é a carroceria hatchback, com cinco portas, configuração indisponível por aqui no Chevrolet Monza . Além disso, o modelo traz teto-solar e uma padronagem do estofamento que chama a atenção pelo bom gosto da combinação e por causa do alto nível de conforto proporcionado pelo revestimento aveludado e com densidade adequada.

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