O Bianco S usava chassi de Brasilia e mecânica Volkswagen a ar e estilo próprio como um dos raros esportivos nacionais
Renato Bellote/iG
O Bianco S usava chassi de Brasilia e mecânica Volkswagen a ar e estilo próprio como um dos raros esportivos nacionais


Durante as décadas de 70 e 80 os modelos fora-de-série fizeram muito sucesso no Brasil. O que ajudou a aumentar esse mercado foi a proibição das importações, em 1974. A partir desse momento novas opções foram criadas para atender à demanda de um público potencial. 


Os modelos equipados com a mecânica Volkswagen a ar se multiplicaram, afinal o conjunto sempre foi conhecido por sua durabilidade e resistência. Mas também vale salientar as possibilidades de preparação, como os famosos kits da Puma , que aumentavam a potência e a cilindrada. Hoje vamos falar de um deles, que trazia estilo de sobra. O Bianco S nasceu nas pistas e chegou às ruas anos depois. De certa forma um caminho contrário ao que acontece geralmente. 

Toni Bianco , um carrozziere italiano, chegou ao Brasil na década de 50 e passou a revelar o seu talento. No início dos anos 70 projetou um carro de corrida que fosse versátil, mecanicamente falando, e com estilo inspirado nos bólidos europeus da época.

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Assim nasceu o Fúria , um modelo que trazia toda essa versatilidade e agressividade do desenho, porém equipado com mecânica Alfa Romeo. Na seqüência uma versão equipada com motor Lamborghini V12 fazia bonito nas pistas, mesclando ronco e design.

Dessa forma, em 1976, Toni Bianco apresentou no Salão do automóvel sua criação para as ruas, utilizando chassi da Brasília e o conjunto mecânico refrigerado a ar da Volkswagen , um misto de beleza e confiabilidade mecânica.

A ergonomia do  Bianco S  poderia ser melhor com um banco mais fino, no estilo concha, por exemplo. Apesar disso a mistura de andar perto do chão e ouvir o ronco do boxer é algo sempre mágico para todos aqueles que curtem os carros da época. Vida longa aos foras-de-série!

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