Bruno Baptista, que vai pilotar o Toyota Corolla do Team RC, atingirá cerca de 260 km/h em trechos da nova pista
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Bruno Baptista, que vai pilotar o Toyota Corolla do Team RC, atingirá cerca de 260 km/h em trechos da nova pista

Piloto da Stock Car Bruno Baptista analisa o que deve ser feito para etapa histórica do automobilismo nacional, que acontece dentro do aeroporto do Rio de Janeiro, neste domingo (10), a partir das 13h20, com transmissão ao vivo da Band TV e do SportTV.

Correr em um circuito totalmente novo é um misto de empolgação, ansiedade e estudo redobrado. Essa expectativa pré-corrida na Stock Car fica ainda maior por acontecer na pista do Galeão , no Rio de Janeiro. Pela primeira vez na história, o Brasil abrigará uma etapa automobilística em um aeroporto.

O i nédito GP do Galeão é uma daquelas corridas em que o trabalho de preparação das equipes e definição do carro fará ainda mais diferença. Costumo brincar dizendo que a largada da prova do Galeão será feita dias antes da luz verde acender. Isso porque diversos pontos sobre a montagem ideal serão conhecidos apenas horas antes da corrida, tempo insuficiente para acertos complexos no carro.

Será um enorme diferencial quem conseguir projetar o comportamento do carro para o fim de semana e combinar com as melhores tecnologias para performance na pista. No meu carro da Team RC , eu utilizo há três temporadas as soluções automotivas da Loctite, especializada na produção de adesivos e tratamento de superfícies que garantem alto rendimento na competição.

Em provas tradicionais da Stock Car, todos os pilotos e equipes já chegam a um autódromo conhecendo cada detalhe do traçado da pista, assim como as ondulações no asfalto, os pontos de velocidade , de redução, entre outras observações. Essa riqueza de informações prévias permite o melhor ajuste para a disputa.

Já no Galeão, todos os pilotos vão largar “do zero”. A pista nunca foi usada para corrida e nem testes oficiais, e os pilotos e equipes terão acesso ao local apenas às vésperas da corrida. Para se ter uma ideia, os pilotos não tiveram nem o simulador para se ambientar ao Galeão, afinal os diversos detalhes da prova ainda são desconhecidos.

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A pista do Galeão tem retas extensas, finalizadas por curvas bem fechadas. Uma das retas mede 1,5km e os carros devem superar 260 km/h neste trecho, o que favorece diversas ultrapassagens.

Detalhe: o carro alcança essa velocidade em um asfalto que não foi feito para disputa de Stock Car, mas sim para servir de apoio à pista principal de decolagem e aterrissagem de aviões. O piso desnivelado aumenta a vibração, sendo fundamental a utilização de adesivos anaeróbicos, como o Loctite 263, para impedir o afrouxamento e soltura de porcas e parafusos.

A regulagem da aerodinâmica se torna muito mais desafiadora no Galeão, bem diferente de outras provas, quando os ajustes da altura do carro no solo atendem às características do asfalto e instabilidade da pista.

Esse ineditismo do GP do Galeão traz um sabor especial para todos os envolvidos na etapa. Eu e a minha equipe estamos trabalhando intensamente para conseguirmos uma boa performance nesta prova histórica.

Assim, convido você, leitor da minha coluna, para torcer por mim pela TV, às 13h20, quando começa a primeira das duas corridas seguidas . Não atrase para não perder o voo do meu Stock #44 no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

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