
O Mitsubishi Eclipse Cross chegou à linha 2027 com uma mudança importante de posicionamento no Brasil: o preço. O SUV médio agora parte de R$ 159.990 e pode chegar a R$ 224.990 na versão mais cara, com reduções que chegam a R$ 17 mil dependendo da configuração.
A estratégia deixa claro que a Mitsubishi quer tornar o Eclipse Cross mais competitivo em uma faixa cada vez mais disputada do mercado. O modelo segue como um SUV de porte médio, com carroceria de inspiração cupê, motor turbo e produção nacional, mas passa a brigar com uma faixa de preço mais agressiva contra rivais como Jeep Compass, Toyota Corolla Cross, GWM Haval H6 e BYD Song Pro.
A linha 2027 passa a ser vendida em seis versões: Rush, HPE, Tarmac, HPE-S, HPE-S 4x4 e Black 4x4. A configuração de entrada Rush custa R$ 159.990. Na sequência aparecem a HPE, por R$ 179.990, a Tarmac, por R$ 184.990, a HPE-S, por R$ 209.990, a HPE-S 4x4, por R$ 219.990, e a Black 4x4, por R$ 224.990.
Motor turbo é o mesmo em toda a linha
Todas as versões do Eclipse Cross 2027 usam o motor 1.5 MIVEC turbo a gasolina, com 165 cv e 25,5 kgfm de torque. O câmbio é automático CVT, com simulação de oito marchas e modo Sport.

As versões mais acessíveis têm tração dianteira. Já as configurações HPE-S 4x4 e Black 4x4 recebem o sistema de tração integral eletrônico S-AWC, um dos diferenciais técnicos mais importantes do SUV da Mitsubishi. O sistema permite selecionar modos de condução para diferentes tipos de piso, como Auto, Snow e Gravel.

A suspensão dianteira é independente do tipo McPherson, enquanto a traseira usa arquitetura multilink. É uma solução que ajuda o Eclipse Cross a manter uma proposta mais refinada de rodagem, especialmente em comparação com SUVs compactos mais simples que também disputam parte da mesma faixa de preço.

Versão de entrada já vem bem equipada
Mesmo na versão Rush, o Eclipse Cross traz uma lista de equipamentos interessante. O pacote inclui sete airbags, controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, ar-condicionado digital, câmera de ré, piloto automático, rodas de liga leve de 18 polegadas e central multimídia de 10 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio.

A versão HPE acrescenta itens como bancos de couro, ajustes elétricos e aquecimento nos bancos dianteiros, ar-condicionado digital de duas zonas, paddle shifts, faróis e luzes de neblina em LED, sensores de chuva e luminosidade, head-up display e chave presencial.

A Tarmac aposta em um visual mais esportivo, com rodas de 19 polegadas, teto em preto brilhante, acabamento interno escurecido, bancos com revestimento premium e carregador de celular por indução.
Topo Black 4x4 mira visual e tração integral
Na parte superior da gama, a HPE-S acrescenta recursos de assistência ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa, monitoramento de ponto cego e alerta de tráfego cruzado traseiro. Também entram teto solar panorâmico duplo, porta-malas com abertura elétrica e central multimídia maior, de 12,3 polegadas.

A HPE-S 4x4 adiciona o sistema de tração integral S-AWC. Já a Black 4x4 assume o papel de versão topo de linha, com acabamento externo escurecido, detalhes em preto brilhante, pintura em dois tons, teto preto e interior com revestimento premium em camurça, além do forro de teto escurecido.
No consumo, as versões 4x2 fazem 10,3 km/l na cidade e 11,3 km/l na estrada com gasolina. As versões com tração integral registram 10,2 km/l em ciclo urbano e 11,5 km/l em rodovia.