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Mudança para o moderno 1.6, de 16 válvulas, deixou o carro mais ágil, econômico e silencioso na comparação com a linha anterior

Renault Logan 1.6 SCe
Carlos Guimarães/iG
Renault Logan 1.6 SCe

Faltava mesmo um conjunto mecânico mais eficiente para o Logan 1.6 ganhar apelo na briga entre os sedãs compactos. Não foi a primeira vez que vi aquela cor cinzenta do carro avaliado. E logo desconfiei de que não iria notar muitas mudanças da linha 2017 com o novo motor SCe. Mas, ainda bem, me enganei.  Agora o sedã ficou bem mais agradável de dirigir, além de ter ganhado conforto por causa dos menores índices de vibração e ruído, entre outras melhorias que veremos mais adiante.

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Todo feito de alumínio, com duplo comando de válvulas e variador de fase na admissão, além de contar com injetores no cabeçote e 30 kg mais leve que o motor 1.6 anterior, o 1.6 SCe deu vida nova ao Logan .  É até um pouco estranho ver que a aparência e toda parte interna, de acabamento e ergonomia do carro é a mesma, mas a parte mecânica é totalmente nova, já que pisando no acelerador a evolução fica clara. Já começa com o fôlego extra desde as primeiras marcações do contagiros. 

A potência máxima passou de 106 cv para 118 cv com etanol, o que representa um ganho de 11,3%. Se tiver apenas gasolina no tanque, o salto é ainda maior: 98 cv ante 115 cv, ou 17,3% a mais. Na prática, isso de traduz em respostas mais rápidas em qualquer situação acopanhadas por um silêncio que jamais o Logan teve que começou a ser vendido no Brasil, em julho de 2007. De fato, o carro subiu de patamar. E pode acelerar que não vai sentir a vibração do motor nem no volante ou na alavanca de câmbio, que antes se recusava em parar no lugar se o pedal da direita estivesse sendo acionado a fundo.

Mais ânimo com novo motor

 Outra evolução notada durante a avaliação fica por conta da trambulação do sistema de câmbio. Agora funciona por cabos e não mais por varão. Isso contribuiu com os engates mais fáceis e com a precisão do sistema, embora ainda não tenha atingido a perfeição em reduções mais rápidas de marcha. Ainda em relação ao desempenho, a Renault diz apenas sobre a evolução do Sandero , mas os números não devem mudar muito no caso do Logan . De acordo com a fabricante, o hatch passa a acelerar de 0 a 100 km/h em 10,3 segundos (ganho de 3,7s em relação ao antigo motor). E a retomada de 60 – 100km/h está quase 4 segundos mais ágil (9,2s).

Bom também é que agora aquelas barrinhas que marcam o nível de combustível no tanque  demoram mais para se apagar no quadro de instrumentos. Pois é, o consumo menor é outra boa notícia sobre o Logan 1.6 com o novo motor SCe.   Conforme os números do Inmetro, antes o sedã fazia 7,5 km/l na cidade e 8,7 km/l na estrada com etanol, ante 8,8 km/l e 9,5 km/l agora. Com gasolina, o antigo motor 1.6 consumia um litro de combustível a cada 10,7 quilômetros em trecho urbano e a cada 12,6 km em rodoviário, ante 13 km/l e 13,8 km/l do novo.

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Além de ser mais leve, o novo conjunto mecânico ainda conta com sistema stop-start, que também ajuda a reduzir o consumo. No dia a dia no trânsito, funcionou bem. Dependendo do nível de carga do alternador ou da temperatura do motor, basta parar o carro sem pisar na embreagem, em ponto morto, para o motor desligar. Ao engatar a primeira, o motor volta a ligar automaticamente. Com esse recurso, de acordo com a Renault , houve um ganho de até 5% de economia de combustível. Se você insistir em deixar o carro parado com a embreagem acionada, uma pequena letra “A” vai ficar piscando no painel dizendo que o stop-start quer entrar em ação. E se preferir, pode desligar o sistema por um pequeno botão meio escondido do lado esquerdo do painel.

Renault Logan 1.6 SCe
Carlos Guimarães/ iG
Renault Logan 1.6 SCe


Pois é, a parte mecânica do Logan melhorou bastante. Mas a ergonomia ainda precisa evoluir. Continuam os botões dos vidros traseiros na parte de baixo do console central. E o acabamento se mantém bastante simples. Avaliamos a versão topo de linha Dynamique sem opcionais. Notamos que o revestimento dos bancos chega a ser até áspero, de tão despojado. E ainda falta um encosto do banco traseiro que seja bipartido para tornar o carro mais versátil.

Em contrapartida, também percebemos que as incômodas varetas de sustentação do capô deram lugar às bem mais práticas molas a gás. Além disso, a suspensão suporta bem o piso mal conservado, embora não seja das mais precisas nas curvas em velocidade mais altas, atrapalhada em parte pelos borrachudos pneus 185/65 R 15. Apesar disso, o ajuste está de acordo com a proposta de carro familiar do Logan , um dos sedãs do segmento com os maiores porta-malas, de 510 litros. Outro ponto positivo do carro é a central multimídia oferecida como opcional, com tela sensível ao toque, fácil de usar e com GPS embutido. 

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Ficou claro que o novo motor deu muito mais ânimo ao sedã, que se tornou um carro bem mais eficiente tanto quando o assunto é desempenho quanto no que diz respeito ao consumo. De quebra, o carro também ficou mais silencioso. Entretanto ainda precisa evoluir um pouco mais nos quesitos acabamento, ergonomia e estrutural.  De qualquer forma, agora o sedã da Renault ganha força na briga com os rivais. 

Ficha Técnica

Preço:  a partir de R$ 52.750 (Expression 1.6 SCe)

Motor: 1.6, quatro cilindros,  flex

Potência: 118 cv a 5.500 rpm

Torque: 16 kgfm a  4.000 rpm

Transmissão:  Manual, cinci marchas tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira)

Freios: Discos ventilados na dianteira e tambores na traseira

Pneus: 185/65 R15

Dimensões: 4,35 m (comprimento) / 1,73 m (largura) / 1,53 m (altura), 2,64 m (entre-eixos)

Tanque : 50 litros

Consumo: 13 km/l (cidade) /13,8 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 9,9 segundos 

Vel. Max: 186 km/h  


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