Tal como o próprio Volkswagen Passat de gerações anteriores, por muitos anos os carros de grande porte tiveram o seu jeito próprio de ser. Sempre luxuosos e confortáveis, mas completamente dissociados de qualquer atributo esportivo ou prático ao volante. Fossem eles SUVs ou os grandes sedãs, andar em um era como se você subisse no tapete do Aladim e ele graciosamente começasse a flutuar por aí.
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Isso explica muito o apelido “carro de tiozão”, que se popularizou com a fama dessas “barcas” serem pouco emocionantes e que, por isso, seu público era formado por pessoas de mais idade, na maioria dos casos. Quanto ao Volkswagen Passat , mesmo que, se por um lado, o carro pode parecer sem graça, já nos primeiros quilômetros ao volante o sedã é capaz e provar o contrário.
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Um dos aliados dessa "fonte de juventude" é o motor 2.0 turbo, de 220 cv e 35,7 kgfm, com sobra de fôlego e cuja força é distribuída entre os eixos conforme as condições de aderência, o que contribuiu com o desempenho empolgante. Mesmo com 1500 kg de peso, o sedã é capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 6,8 segundos e atingir os 246 km/h de velocidade máxima, de acordo com os dados da fabricante.
Tapete voador
Uma vez que você sai do modo “Sport” - que aumenta o peso do volante, segura mais as marchas e otimiza a aceleração - o modo “Comfort” traz o sedã de volta à sua essência e retoma do lado confortável do carro, tanto do conjunto de suspensão, quanto do desenvolvimento da velocidade. Além disso, contrariando o seu porte de 4,8 metros de comprimento e 1,8 metro de largura, o Passat se porta como um sedã médio ao volante. Inclusive, é desta forma que você vê a coerência geral do carro, entre a dirigibilidade suave e o seu design, com ares de cupê, mas com tempero conservador.
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O exterior conta com linhas sóbrias e fluídas o suficiente para garantir o bom coeficiente aerodinâmico (Cx) de apenas 0,28, o que contribui bastante com a suavidade com a qual o carro trafega - principalmente em velocidades de estrada - e seu consumo, de 10,4 km/l na cidade e 12,9 km/l nas rodovias, de acordo com o Inmetro, o que implica em uma autonomia teórica de cerca de 900 quilômetros. Além disso, o que também impressiona é o isolamento acústico do interior.
Já no seu espaçoso interior, é evidente a sensação de que cada assento conta com o seu próprio ambiente. Isso porque o console central isola o espaço entre os ocupantes e todos possuem seus próprios ajustes personalizados, a exemplo do ar condicionado de três zonas (motorista, passageiro e banco traseiro).
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Além disso, seu visual interno tradicional é típico dos carros de luxo. Linhas retas em todo o console, nas saídas de ar e no painel. Seu acabamento conta com textura soft touch até na porta de trás e o seu clássico relógio analógico é um toque extra de requinte, apesar de contrastar com todos os equipamentos tecnológicos que depois falarei mais sobre. Enfim, de um lado ao outro, entre sobriedade e modernidade, o Passat ainda é coberto pela estética conservadora com a qual o estereótipo do “tiozão” costuma tanto se identificar.
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“Hi-Tech”
Se em parte o visual é sóbrio e conservador, e em outra é bastante moderno, é com esse último lado que os equipamentos dialogam. Conta com com o mais novo sistema multimídia Discovery Pro, de 9,2 polegadas, com funções de controle por gestos para acessar o computador de bordo, comandos do ar-condicionado e os recursos de conectividade, que incluem leitor de DVD Player, GPS e integração com os aplicativos de celulares, por meio do Apple Car Play, Mirror link e Android Auto. Além disso, salta aos olhos do motorista o Active Info Display, cluster digital com diferentes interfaces de ferramentas.
Além disso, vem com memorização de ajuste, funções de aquecimento e massagem nos bancos; 6 airbags; abertura do porta-malas por sensor (lê o movimento do pé em baixo do para-choque traseiro); sistema de previsão de acidentes, que reage tensionando os cintos de segurança e fechando todos os vidros; controle de cruzeiro adaptativo; sensor de fadiga do motorista (percebe irregularidades na condução e alerta uma sugestão de parada do carro); faróis adaptativos; sistema pós colisão (retoma a estabilidade do carro após um acidente) e auto-ajuste da suspensão, que regula a tensão dos amortecedores em função do solo e do modo de dirigir.
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Fabricado na Alemanha, o Volkswagen Passat é vendido em versão única, na de topo Highline, por R$ 164.620. Entre os opcionais, destacam-se opções de couro preto ou creme, teto-solar (por R$ 5.370) e pintura metálica. Além disso, conta com oito opções de cor para a carroceria: azul Harvard, azul Atlantic, cinza Manganês, marrom Oak, prata Sargas e vermelho Crimson (metálicas), branco Puro (sólida) e preto Mystic (perolizada).
Ficha técnica
Preço : a partir de R$ 164.620
Motor : 2.0 16V, quatro cilindros em linha, com turbocompressor
Potência : 220 cv a 4.500 rpm
Torque : 35,7 kgfm a 1.500 rpm
Transmissão : Automatizada, dupla embreagem, seis marchas, tração dianteira
Suspensão : Independente, McPherson (dianteira) / multibraço (traseira)
Freios : Discos ventilados (dianteiros) / discos sólidos (traseiros)
Pneus : 235/45 R18
Dimensões : 4,76 m (comprimento) / 1,83 m (largura) / 1,45 m (altura), 2,79 m (entre-eixos)
Tanque : 70 litros
Porta-malas : 506 litros
Consumo (gasolina) : 10,4 km/l (cidade) / 12,9 km/l (estrada)