Honda City Hatch EX-L: principalmente visto de frente, o modelo não é dos mais fotogênicos  do segmento
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Honda City Hatch EX-L: principalmente visto de frente, o modelo não é dos mais fotogênicos do segmento

Demorou para conseguir por as mãos na versão hatch do novo Honda Fit e traçar um paralelo com o Fit, que conheço desde o lançamento da primeira geração, há quase 20 anos. Avaliado na versão mais em conta EXL (R$ 119.800), o compacto mostrou mais vantagens do que desvantagens na comparação com o modelo que deixou de ser produzido no Brasil.

Não resta dúvida de que o novo motor 1.5 de alumínio e o recalibrado câmbio automático CVT deixaram o Honda City hatch mais eficiente que o Fit , chegando a um melhor equiíbrio entre desempenho e consumo, mas a diferença não é tão significativa. O que se nota com clareza são os menores níveis de vibração e ruído, o que deixou o novato mais prazeroso de dirigir que o veterano.

Estar ao volante de um hatch , com distância entre-eixos um pouco maior e menos altura (2,60 m ante 2,53m e 1,49 m contra 1,54m, respectivamente) também ajuda nesse sentido, bem como o interior mais refinado e com ergonomia aperfeiçoada. O quadro de instrumentos digital, os vários comandos no volante de três raios e, principalmente, a central multimídia bem mais moderna, fazem uma boa diferença em relação ao finado Fit.

Na questão da praticidade no dia a dia, há mais porta-objetos, incluíram mais uma entrada USB para carregamento rápido do celular e os comandos do ar-condicionado atingiram um outro patamar, com controles digitais, bem localizados e que funcionam com precisão. Também é possível notar uma certa melhora no acabamento, mesmo nessa versão EXL , que fica abaixo da Touring, a topo de linha.

Bom também é que os bancos do City hatch me pareceram mais confortáveis que os do Fit e foi mantido o bom e versátil sistema ULT (Utillity Long and Tall) na parte traseira, o que permite levar objetos altos e longos sem muito esforço no interior do carro. Pena que o espaço no porta-malas do City hatch é melhor do que no Fit (268 litros, ante 363 litros). Nesse aspecto, o veterano acaba dando saudades.

Porém, se não for precisar levar tanta bagagem, os cinco ocupantes são se sentir mais bem acomodados a bordo do City , que tem espaço para as pernas de dar inveja muito sedã médio e alguns SUVs por aí. Ainda na comparação com o Fit, o novo hatch da Honda tem entre as vantagens partida por botão, apoio de braço para entre os bancos dianteiros, acendimento automático de faróis, sensores de estacionamento no para-choque traseiros, entre outros itens.

A injeção direta de combustível e as peças mais leves do novo motor 1.5 fazem diferença no rendimento, "pero no mucho". São 126 cv ante 116 cv anteriormente, com torque máximo de 15,8 kgfm a ainda altos 4.600 rpm, contra 15,3 kgfm a 4.800 rpm. Na prática, os quatro cilindros sobem de giro com um pouco mais de facilidade e o consumo é ligeiramente menor.

De acordo com dados do Inmetro, o Honda City hatch EXL 1.5 pode fazer bons 13,3 km/l na cidade e 14,8 km/l na estrada, com gasolina e 9,1 km/l e 10,5 km/l com etanol, respectivamente. O problema é que o tanque de 39 litros é menor que do Fit , que tem 45 litros, o que acaba dando mais autonomia ao Fit (635 km na estrada, com gasolina, ante 577 km).

Fôlego é apenas suficiente

Interior do City hatch é bem caprichado, com bastante espaço para cinco ocupantes e equipamentos modernos
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Interior do City hatch é bem caprichado, com bastante espaço para cinco ocupantes e equipamentos modernos

E não tente achar que aquele "H" da Honda no meio do volante significa que pode sair acelerando como um Fórmula 1. A vocação do novo City Hatch EXL é apenas cumprir o papel de um pacato modelo de uso urbano ou para pegar uma estrada sem muita pressa, embora consiga fazer ultrapassagens com alguma agilidade , ajudado pelo variador de fase na admissão e pelo câmbio bem calibrado, mas nada que vá injetar alguma dose de adrenalina nas duas veias.

Para os fãs do Fit , há quem vai dizer que houve um retrocesso no que diz respeito ao visual. De fato, o City hatch não é dos carros mais belos que já fizeram até hoje, principalmente quando visto de frente e pintado de branco, como a unidade avaliada. Cores escuras combinam mais com as linhas do novo Honda.

Conclusão

Entre prós e contras na comparação entre o novo City hatch e o Fit , o saldo é positivo para o novo modelo, que fica devendo apenas um pouco mais de espaço no porta-malas e uma autonomia maior, prejudicada pelo pequeno tanque de combustível.

Quando o assunto é conforto, sofisticação e segurança, o novato fica na frente com certa folga. Portanto, estamos mesmo diante de um modelo mais evoluído do que o que saiu de linha no Brasil.

Ficha técnica

Honda City Hatch EXL

Preço: R$ 119.800

Motor:  1.5, quatro cilindros, flex

Potência:  126 cv a 6.200 rpm

Torque:  15,8 kgfm (E) / 15,5 (G) a 4.600 rpm

Transmissão:  Automático, CVT, tração dianteira

Suspensão: Independente, McPherson (dianteira) / eixo de torção (traseira)

Freios:  Discos ventilados (dianteiros) / tambor (traseiros)

Pneus:  185/55 R16

Dimensões: 4,34 m (comprimento) / 1,74 m (largura) / 1,49 m (altura), 2,60 m (entre-eixos)

Tanque: 39 litros

Porta-malas: 268 litros 

Consumo gasolina: 13,3 km/l (cidade) / 14,8 km/l (estrada) e 9,1 km/l (cidade) e 10,5 km/l (estrada), com etanol

0 a 100 km/h: 10,8 segundos

Velocidade máxima:  175 km/h

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