Alpine A110 Eternité antecipa futuro da marca. O modelo é a união do clássico dos anos 60 e 70 com o futuro
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Alpine A110 Eternité antecipa futuro da marca. O modelo é a união do clássico dos anos 60 e 70 com o futuro

A Alpine será mais uma fabricante a se tornar elétrica nos próximos anos. E para demonstrar o que esperar o futuro, apresentou o protótipo A110 E-ternité.

Batizado de Eternidade em Francês, a versão do A110 foi apresentada no Grande Prêmio da França de Fórmula 1, que aconteceu neste último fim de semana, no circuito de Paul Ricard.

A Alpine divulga que o modelo é equipado com bateria de 60 kWh, vindas do Megane E-Tech, mas passou por um trabalho de engenharia para ser adaptada ao A110 e otimizar a distribuição de peso do carro esportivo .

As baterias foram separadas em quatro módulos na dianteira do veículo e oito na traseira, visando uma distribuição de peso de 42/58, muito próxima a de 43/57 do modelo original.

Essas baterias fornecem energia para um motor montado sobre o eixo traseiro, que entrega 242 cv e 30 kgfm de torque. A autonomia é de 420 km.

A Alpine informa que desempenho, balanço e agilidade foram equiparados com a do modelo a combustão. As baterias pesam 392 kg e significaram um acréscimo de 258kg no A110.

Apesar de mais pesado e de ser 10 cv mais lento que o A110 de entrada, o tempo de 0-100 km/h é de, apenas, 0,3 segundos mais lento, e a velocidade máxima é de 250 km/h, maior do que do A110 de entrada, que é limitada em 150 km/h.

As modificações para o carro elétrico ainda chegam ao câmbio e suspensão, que foram feitas sob-medida. Além disso, o E-ternié recebeu novas barras estabilizadoras, reforços estruturais na traseira (para suportar o torque instantâneo) e amortecedores da Ohlins.

O conceito ainda conta com um teto removível, que segundo a fabricante, é algo que os clientes pediam, e afirma que não gera impacto negativo na rigidez da carroceria.

Além de não emitir poluentes, o A110 E-ternité utiliza materiais ecológicos. A Alpine diz utilizar componentes de linho, que são tão resistentes quanto a Fibra de carbono, e está presente no teto, capô, vidro traseiro, grade, e estrutura dos bancos.

Apesar de ser um protório, o CEO do Grupo Renault, Luca de Meo, descreve o carro como um “laboratório sobre rodas” e já havia revelado o desejo de “eletrificar a Alpine e preservar seu nome por toda a eternidade”.

No futuro, a Alpine irá lançar três novos modelos 100% elétricos e voltados para a esportividade, já que a marca passou a ser o braço de alto desempenho do Grupo Renault desde 2017, e representa o conglomerado na Fórmula 1 e no Mundial de Endurance da FIA.

O sucessor do A110 está sendo desenvolvido com a Lotus, e será acompanhado por um veículo compacto e um GT de alto luxo, provavelmente tendo em vista o Porsche Taycan, que se tornou referência no segmento.

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