
A Great Wall Motors (GWM) anunciou que sua segunda fábrica no Brasil terá capacidade para produzir até 200 mil veículos por ano. A unidade será instalada em Aracruz, no Norte do Espírito Santo, e poderá gerar até 10 mil empregos quando estiver em operação, segundo informações divulgadas pelo governo estadual e pela própria montadora.
A planta ocupará uma área de 1,7 milhão de metros quadrados na zona industrial de Barra do Riacho, região próxima ao Porto da Imetame e a outras indústrias já instaladas no município.
Construção deve empregar 3.500 pessoas
De acordo com o governo do Espírito Santo, apenas a etapa de construção da fábrica deverá gerar cerca de 3.500 empregos diretos. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), no Palácio Anchieta, sede do governo estadual, em Vitória.
Ainda não há prazo definido para a inauguração da unidade. Segundo o governador Renato Casagrande, é necessário avançar na desapropriação de parte da área, atualmente pertencente à Suzano, além da obtenção das licenças ambientais.
Produção para mercado interno e exportação
A GWM informou que os veículos produzidos em Aracruz abastecerão tanto o mercado brasileiro quanto mercados externos. A estratégia inclui a utilização de matéria-prima e componentes produzidos no próprio Espírito Santo, com o objetivo de ampliar o conteúdo local dos veículos.
Segundo Ricardo Bastos, executivo da GWM no Brasil, a nacionalização de peças faz parte da estratégia para aumentar a competitividade dos modelos fabricados no país, inclusive em exportações para países vizinhos, como a Argentina.
Segunda unidade no Brasil
Atualmente, a GWM possui uma fábrica em Iracemápolis, no interior de São Paulo, inaugurada em agosto de 2025. A unidade paulista recebeu R$ 4 bilhões em investimentos, dentro de um plano total de R$ 10 bilhões previstos para o Brasil ao longo de dez anos.
Na segunda fase do plano, entre 2027 e 2032, a montadora prevê investir mais de R$ 6 bilhões no país.
Escolha do Espírito Santo
As negociações entre o governo capixaba e a GWM tiveram início em 2023, quando a montadora passou a utilizar o Espírito Santo como porta de entrada para veículos importados. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento do estado, a definição por Aracruz ocorreu após análises técnicas e discussões sobre infraestrutura e competitividade.