Ponto de recarga wallbox instalado em garagem residencial, estrutura usada para abastecimento de carros elétricos no dia a dia.
Lity/Divulgação
Ponto de recarga wallbox instalado em garagem residencial, estrutura usada para abastecimento de carros elétricos no dia a dia.

A expansão dos veículos eletrificados no Brasil tem levado mais consumidores a olhar não apenas para a compra do carro, mas também para a estrutura necessária para usá-lo no dia a dia. Nesse cenário, a preparação da casa ou da empresa para receber um ponto de recarga passa por etapas como avaliação da instalação elétrica, definição do tipo de carregador e adaptação do espaço físico.

A projeção da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, a ABVE, é de que o Brasil alcance em 2026 a marca de 300 mil carros elétricos e híbridos vendidos. Com esse avanço, cresce também a demanda por orientação sobre como preparar o ambiente para a chegada desse tipo de veículo.

Segundo a Lity, fabricante de eletrônicos e acessórios, a transição para um carro elétrico exige planejamento para garantir segurança, eficiência e praticidade. A empresa aponta que a adaptação envolve tanto a infraestrutura elétrica quanto a rotina de uso do motorista ou dos usuários do espaço.

Rede elétrica é o primeiro passo

Antes da instalação de um carregador, a recomendação é verificar se a rede elétrica suporta a nova demanda de energia. De acordo com a Lity, esse processo inclui análise do quadro de distribuição, dos disjuntores e da fiação existente, já que o carregamento do veículo pode exigir potência elevada, principalmente em recargas mais rápidas.

A orientação é que a avaliação seja feita por um eletricista qualificado. Em alguns casos, pode ser necessário redistribuir os circuitos da garagem, instalar disjuntores dedicados para o carregador ou até ampliar a carga contratada junto à concessionária de energia.

A empresa afirma que essas adequações ajudam a evitar sobrecargas e quedas de energia, além de favorecer o funcionamento mais eficiente do sistema de recarga.

Espaço também precisa entrar na conta

A adaptação não se limita à parte elétrica. O ambiente onde o carro será carregado também precisa ser considerado. A recomendação é que o ponto de recarga fique em área térrea, ventilada e afastada de materiais inflamáveis.

Outro ponto citado é a organização do layout da garagem ou do estacionamento, para evitar acidentes com o cabo durante o uso diário. Segundo a Lity, pequenas alterações no espaço podem impactar diretamente a praticidade da recarga.

No caso de estabelecimentos comerciais, a empresa também cita a necessidade do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, o AVCB, documento que atesta as condições de segurança contra incêndio da edificação. A renovação é periódica e obrigatória.

Tipo de carregador depende da rotina

A escolha do carregador varia conforme o perfil de uso. A Lity destaca que o carregamento em tomada convencional, chamado de nível 1, é mais lento e tende a atender usuários que rodam poucos quilômetros por dia, sendo mais comum em residências.

Já o wallbox, classificado como nível 2, oferece recarga mais rápida e aparece como a solução mais indicada para uso residencial frequente. Em locais como empresas, condomínios, lojas e estacionamentos, esse tipo de equipamento também tende a ser adotado com mais frequência, por permitir maior agilidade no atendimento de diferentes usuários ao longo do dia.

A avaliação do tipo de carregador deve levar em conta tempo de permanência, perfil do público e compatibilidade com o veículo. Esse cruzamento ajuda a definir uma solução mais funcional e econômica.

Lei em SP também mudou regra para condomínios

Em São Paulo, a discussão sobre infraestrutura de recarga também já avançou para os condomínios. A Lei 18.403, publicada em fevereiro de 2026, passou a garantir ao condômino o direito de instalar, às próprias expensas, uma estação de recarga individual em vaga privativa, vedando a proibição sem justificativa técnica ou de segurança devidamente fundamentada.


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