
O BYD Dolphin Mini deve mudar bem mais do que se esperava em sua próxima geração. Registros publicados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China, o MIIT, revelam u m hatch elétrico maior, mais potente e visualmente bem diferente do modelo vendido hoje no Brasil.
A mudança chama atenção pelo tamanho. O novo Dolphin Mini, conhecido como Seagull na China, aparece com 4,205 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,65 m de entre-eixos. Na prática, ele deixa de ser um subcompacto urbano para entrar em uma faixa mais próxima dos hatches compactos.
O crescimento também coloca o modelo acima do Geely Xingyuan, vendido no Brasil como Geely EX2. O rival mede 4,135 m de comprimento e tem o mesmo entre-eixos de 2,65 m. Ou seja, a BYD não apenas aproximou o Dolphin Mini do concorrente: passou à frente em comprimento.
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Crescimento muda o posicionamento
O Dolphin Mini atual tem 3,78 m na China. Com a nova geração, o modelo cresce 42,5 cm no comprimento e 15 cm no entre-eixos. É uma diferença grande para um carro que nasceu como elétrico urbano de entrada.

A mudança também mexe com a própria família Dolphin. O novo Mini fica maior que o Dolphin GS vendido no Brasil, que mede 4,125 m, e apenas 7,5 cm menor que o Dolphin SE, com 4,28 m.
Isso sugere que a BYD pode estar redesenhando a estratégia global para seus hatches elétricos. Atualmente, o mesmo modelo é comercializado com nomes diferentes conforme o mercado: Seagull na China, Dolphin Mini no Brasil, Dolphin Surf na Europa e Atto 1 em alguns países.
Com uma carroceria maior, o novo Dolphin Mini ganha fôlego para enfrentar rivais mais espaçosos, mas também passa a se aproximar de modelos que antes estavam acima dele na própria linha da BYD.
Motor também ficou mais forte
Além do porte maior, o hatch terá motor elétrico mais potente. Os documentos chineses indicam uma unidade de 95 kW, equivalente a 129 cv.
O Dolphin Mini atual usa motor de 55 kW, ou 75 cv, na configuração chinesa. A nova geração, portanto, dá um salto importante de desempenho. A velocidade máxima homologada também sobe para 150 km/h.
A bateria segue com células de fosfato de ferro-lítio, conhecidas como LFP, produzidas pela FinDreams, empresa do próprio grupo BYD. A capacidade da bateria e a autonomia ainda não foram divulgadas pelo MIIT.
Visual é praticamente novo
As imagens de homologação também mostram que a mudança não será apenas mecânica. A dianteira foi redesenhada, os faróis ficaram mais afilados, a traseira mudou e a coluna C ganhou outro desenho.
O perfil lateral também é novo, reforçando a impressão de que a BYD desenvolveu uma carroceria inédita, e não apenas um facelift profundo.
Os registros ainda indicam novas rodas, diferentes opções de acabamento externo e possibilidade de sistema de assistência à condução com câmera instalada junto à terceira luz de freio.