
O QQ deve voltar ao Brasil em janeiro de 2027 como um elétrico da Omoda, com preço estimado na faixa de R$ 125 mil. A informação é do jornalista João Anacleto, do canal A Roda.
Conhecido por ter figurado entre os carros mais baratos do país, o compacto retornaria com outra proposta: disputar compradores com modelos como BYD Dolphin Mini e Geely EX2.
Omoda assumiria o lugar da Caoa Chery
Segundo a apuração, a comercialização ficará com a Omoda, sem ligação comercial com a operação da Caoa Chery no país. Isso significa que o nome conhecido pelos brasileiros passaria a integrar outra rede de vendas, embora continue ligado ao grupo chinês que criou o QQ.

O modelo anterior foi vendido por aqui entre 2011 e 2019. Na fase final, utilizava motor 1.0 flex de três cilindros. Já o novo projeto coloca o motor elétrico no eixo traseiro, que também recebe a tração.

Novo QQ tem quase 4,20 metros
Na ficha técnica oficial chinesa, o QQ3 mede 4,195 metros de comprimento, 1,811 m de largura e 2,70 m de entre-eixos. A altura varia de 1,569 m a 1,573 m, conforme a configuração.

O porta-malas traseiro comporta 375 litros e pode chegar a 1.450 litros com o banco rebatido. Há ainda um compartimento dianteiro de 70 litros, aproveitando o espaço sob o capô para acomodar outros objetos.

Até 122 cv e duas opções de bateria
A gama chinesa oferece motores de 58 kW e 90 kW, equivalentes a aproximadamente 79 cv e 122 cv. O torque é de 90 Nm na configuração de entrada e 115 Nm na mais potente.

As baterias utilizam química de fosfato de ferro-lítio, conhecida pela sigla LFP, com capacidades de aproximadamente 29,5 kWh e 41,3 kWh. As autonomias declaradas são de 310 km e 420 km pelo ciclo chinês CLTC, respectivamente.

Equipamentos vão além da proposta do antigo popular
Na China, as configurações mais equipadas oferecem central multimídia de 15,6 polegadas, banco do motorista com ajuste elétrico e ventilação, aquecimento dos assentos dianteiros e abertura elétrica do porta-malas traseiro.

A versão superior também inclui carregador de celular por indução de 50 W e airbags de cortina. São equipamentos disponíveis no mercado de origem, que servem de referência para o projeto, mas não definem o pacote brasileiro.