Em relação ao mesmo mês de 2015, queda foi de 38,6%

Clientes fazem contas antes de comprar carro
Divulgação
Clientes fazem contas antes de comprar carro

As vendas de automóveis e comerciais leves caem 32,2% em janeiro de acordo com o levantamento da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos). Conforme o balance divulgado pela entidade, foram emplacadas 149.699 unidades, contra 220.640 em dezembro de 2015. Se comparado com janeiro do ano passado (243.882 unidades), o resultado aponta queda de 38,62%.

Para Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, alguns fatores influenciaram na queda das vendas de veículos. “Começamos o ano sem expectativa de crescimento, porém, os resultados de janeiro não devem ser balizadores para as projeções para 2016, pois este mês é atípico historicamente, e carrega aspectos negativos por algumas razões que não se repetem ao longo do ano”, explicou ele.

Ainda conforme o executivo, “como ocorre tradicionalmente no mês de dezembro, as promoções atrativas de final de ano se destacaram e os consumidores estavam com mais disponibilidade de recursos, em função do 13º. Salário, provocando alguma antecipação de compra. Esse aumento de demanda no final do ano passado refletiu, diretamente, no baixo desempenho das vendas em janeiro deste ano, que já é um mês mais fraco em função das despesas extras das famílias, com matrículas e materiais escolares, impostos como IPVA, entre outros que inibem investimentos”, destacou ele.

Ainda de acordo com Assumpção Júnior, “esse ano, a retração de janeiro se mostrou ainda mais acentuada na comparação com o mesmo mês de 2015 porque, naquela época, ainda havia veículos disponíveis com redução do IPI, favorecendo o mercado”, explicou o presidente da entidade.

Para o executivo, apesar de o ano de 2016 começar com uma queda importante, as perspectivas apontam para certa acomodação do mercado, o que fez a Fenabrave estimar, para 2016, projeções que apontam para uma queda de 5,2% para os emplacamentos de todos os segmentos automotivos somados. “Faremos as revisões a cada três meses, para que possamos avaliar melhor o comportamento do mercado e o viés da economia, mas acreditamos que o pior resultado ocorreu em 2015, e que este ano não deve trazer os mesmos níveis de queda”, argumenta o presidente da Fenabrave.

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