Sergio Habib mostra suas previsões para o mercado e acredita que levará 5 anos para vendas voltarem a 3 milhões por ano

JAC Motors
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Antes de falar sobre o JAC  T5 , Sergio Habib, o presidente da marca, aproveitou o começo da coletiva de imprensa para falar sobre o mercado brasileiro e apresentar suas projeções. Seus dados mostram que o Brasil, no ritmo atual, irá vender 1,8 milhão de carros neste ano.

A conta de Habib se baseia no ritmo de vendas mostrado em janeiro e fevereiro. Foram emplacados 7.500 carros por dia, metade do que era feito no período entre 2011 e 2014. “Todo país em crise levou, em média, nove anos para se recuperar”, explica Habib. O executivo acredita que, se o Brasil obedecer esse ciclo, a situação deve começar a melhorar lentamente no ano que vem, com um crescimento de 6%. Em 2018, o mercado voltaria a ultrapassar 2 milhões em vendas. Para chegar nos 3 milhões, só em 2021.

Sem as vendas, o maior impacto será nas concessionárias, que deve cair para 7.700 para 5.500, o que resulta em mais demissões, disse Habib. Em 2015, 1.047 concessionárias foram fechadas, o que provocou a perda de 32.000 empregados. Habib diz que as demissões devem chegar a 46 mil neste ano.

Com a queda nas vendas, as fabricantes estão se ajustando como podem. A Honda  está com uma segunda fábrica pronta, em Itirapina (SP), mas suspendeu o início da produção. A General Motors , que havia anunciado um aporte de R$ 13 bilhões no Brasil, está reavaliando o investimento. Habib é mais um dos que sofrem com a crise. A JAC Motors tinha planos para erguer uma fábrica de grande porte em Camaçari (BA), para produzir diversos modelos. Sem perspectiva de venda, o executivo irá investir sozinho para criar um complexo menor, que irá montar somente o utilitário T5 na modalidade CKD – ou seja, as peças virão de fora para montar o SUV.

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