Mercado está 26,4% menor do que em 2015, com 533,6 mil unidades emplacadas

Vendas recuam novamente em abril, totalizando 162.032 em abril, uma queda de 10,58% em relação a março.
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Vendas recuam novamente em abril, totalizando 162.032 em abril, uma queda de 10,58% em relação a março.

Quando a JAC Motors lançou o utilitário T5 , Sergio Habib, presidente da marca, disse que as vendas não vão passar de 1,8 milhões de veículos . Alguns poderiam chamá-lo de profeta do apocalipse, pois parece estar completamente certo em sua previsão. Segundo os dados de emplacamento de abril da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas caíram novamente, contabilizando 132 mil carros e 25.547 comerciais leves. Nos quatro primeiros meses, a soma deu 622 mil veículos. Se mantiver esse ritmo, ficaremos por volta dos 1,8 milhão previstos por Habib.

Em comparação com março, só o segmento de carros caiu 10,58% em abril e teve uma queda de 26,33% em relação ao mesmo mês de 2015. Somamos 533.665 carros desde o início do ano, 26,4% menos do que no mesmo período no ano passado. A queda foi puxada por todos os segmentos, com exceção das Grandcab, formado quase que completamente pela Chevrolet Spin , e das picapes pequenas, representadas por Fiat Strada , Volkswagen Saveiro e Chevrolet Montana .

A situação pode complicar ainda mais a produção nacional. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos três primeiros meses do ano, as fábricas montaram 482.290 unidades, uma queda de 27,8% em comparação com o mesmo período em 2015. É o menor nível de produção desde 2003. Isso pode levar a ainda mais demissões. Em março, 1.385 vagas de emprego foram eliminadas, sem considerar a enorme quantidade de lay-offs nas fábricas.

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