Fora do Brasil desde 2014, Chevrolet Agile teve 347 mil unidades fabricadas nos sete anos de vida, sempre com motor 1.4 de 102 cv

A fábrica argentina em Rosário produziu o último Chevrolet Agile em dezembro, completando 347 mil unidades montadas do hatchback em sete anos.
Divulgação/General Motors
A fábrica argentina em Rosário produziu o último Chevrolet Agile em dezembro, completando 347 mil unidades montadas do hatchback em sete anos.

Lançado em 2009, o Chevrolet Agile finalmente teve sua produção encerrada na Argentina, único país que ainda vendia o hatchback. Fora do Brasil desde 2014, o compacto perdeu espaço para o Onix , tanto por aqui quanto no país hermano. A linha de produção na fábrica em Rosário irá produzir a segunda geração do Cruze , tanto na versão hatchback quanto sedã, justamente o único modelo em fabricação no complexo.

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O Chevrolet Agile nasceu em 2009, durante pior momento na história da General Motors , quando quase faliu. Na época, a empresa fechou diversas marcas como Pontiac e Hummer , além de vender a Saab . Precisavam de um veículo novo para a América Latina e que tivesse um baixo custo de produção. Usaram a plataforma do Corsa e reaproveitava diversas peças não só do Corsa como também do Celta . Era um projeto temporário, até resolver as finanças do grupo.

Deu certo. Foram produzidas 347 mil unidades do compacto, pouco mais de 200 mil delas vendidas no Brasil durante seus cinco anos no mercado nacional. Reestabelecida com a ajuda do governo norte-americano (que comprou 60% das ações da GM para tirá-la da falência), a empresa investiu em um novo produto, mais atual e com nova mecânica. Nascia o Onix, que logo ocupou a posição mais básica, deixando o Agile como uma opção acima (da mesma forma que o Volkswagen Fox  em relação ao Gol ).

Polêmico, o Chevrolet Agile gerou muita discussão sobre seu design, mas cumpriu o papel de ajudar a GM quando quase faliu.
Divulgação/General Motors
Polêmico, o Chevrolet Agile gerou muita discussão sobre seu design, mas cumpriu o papel de ajudar a GM quando quase faliu.

Obviamente, não deu certo e logo o Onix começou a canibalizar as vendas do Agile e também do Sonic, modelo mexicano que veio com uma proposta de ser um compacto premium. Em setembro de 2014, a General Motors viu que não valia mais apena trazer o Chevrolet Agile ao Brasil, encerrando sua importação. Com o tempo e a exportação do Onix para a América Latina, logo outros países como Paraguai e Uruguai também deram adeus ao hatch, e passou a ser vendido apenas na Argentina.

Durante toda sua vida, o Chevrolet Agile foi oferecido apenas com o motor 1.4 8V Econo.Flex de 102 cv e 13,5 kgfm de torque, com etanol. Era combinado ao câmbio manual de cinco marchas e apenas em 2013 ganhou uma opção sem embreagem, com o automatizado EasyTronic de cinco marchas. Sua picape derivada, a Montana , segue firme e forte, fabricada no complexo em São Caetano do Sul (SP).

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O Chevrolet Agile tem sua história marcada por polêmicas, muitas envolvendo discussões sobre o design e acabamento do veículo. Ganhou o apelido de “Fragile”, por reclamações a respeito de sua resistência, o que ficou ainda pior depois que o hatchback receber nota zero em segurança pelo crash-test do Latin NCAP em 2013 – na época, os airbags ainda não eram obrigatórios, pois a regra só passou a valer em janeiro de 2014.

Sem sucessor

Em 2012, a General Motors chegou a cogitar um novo modelo que iria suceder o Chevrolet Agile, produzido na Argentina porém como um carro global, ao invés de ser um automóvel restrito para a América Latina. Com o tempo, surgiram informações sobre um projeto que iria aposentar o Celta e, para os outros países, o Agile, foco do investimento de US$ 500 milhões no Brasil anunciado pela marca. Com a crise e o aumento do dólar, tudo foi cancelado para iniciar outro projeto, com plataforma desenvolvida em parceria com a chinesa SAIC e que deve ter seu primeiro modelo lançado em 2017.

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