Fabricante seguirá a mesma estratégia da Renault, que conta com a Dacia para fabricar modelos para mercados emergentes

Volkswagen Gran Santana
Divulgação
Volkswagen Gran Santana

Existem chances da Volkswagen voltar a vender um sedã médio no Brasil que ocuparia o lugar do antigo Santana. É que, de acordo com o que confirmou um alto executivo da marca alemã à revista inglesa Auto Express , a fabricante terá uma marca voltada pala vender apenas modelos de baixo custo em mercados emergentes, entre os quais China, Brasil, México e Índia. A nova marca ainda não tem nome, mas vai estrear com SUV médio, tipo de carro mais procurado globalmente hoje em dia.

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 A idéia da Volkswagen é disputar por uma fatia maior do mercado chinês, o que mais vende no mundo atualmente e, em seguida, partir para outros países emergentes. Trata-se da mesma estratégia adotada pela Renault, que conta com a Dacia como marca voltada para modelos mais simples e de baixo custo.  Pelo o que foi estimado pela publicação inglesa, os modelos da nova marca de baixo custo da Volkswagen devem ficar numa faixa de preço de até 8.100 libras, o que equivale a cerca de R$ 31.200, numa conversão simples.

 Plataforma antiga

Para chegar a esse patamar de preço, ainda conforme o que foi dito para a Auto Express, a Volkswagen vai usar as antigas plataformas PQ, que foram usadas em modelos como o Golf da quarta geração e o Fox atualmente vendido no Brasil. E os carros que vão começar a ser vendidos na China, em 2019, serão feitos em parceria com a FAW. No caso do SUV médio que será lançado primeiro na China, haverá a possibilidade de lançar uma versão com entre-eixos alongado e sete lugares.

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 Entre outros detalhes revelados pela entrevista da publicação inglesa, por uma questão de redução de custos, o SUV médio da nova marca da Volkswagen terá apenas tração dianteira e contará com alguns componentes da plataforma MQB, assim como a Renault fez com o Captur para mercados emergentes, entre os quais o Brasil e a Rússia. Além disso, não existe nenhum risco da Volkswagen sofrer algum tipo de restrição na China por causa do escândalo nas emissões dos modelos a diesel, já que serão lançados apenas versões a gasolina no mercado chinês.

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