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Assim como filmes cult que deram prejuízo aos estúdios, estes carros legais não foram aclamados pelo grande público. Confira quais são

É muito comum entre fãs de cinema que alguns filmes fracos de bilheteria se tornem fenômenos cults com o passar dos anos. Entre eles, podemos contar até mesmo com verdadeiras obras-primas que inexplicavelmente deram muito prejuízo aos seus estúdios. Quer um exemplo? O filme Clube da Luta (1999) foi uma decepção de bilheteria, mas já aparece entre as melhores obras dos últimos 20 anos. O sucesso que a produção atingiu após deixar as salas de cinema transformou o filme estrelado por Brad Pitt e Edward Norton em um fenômeno cult . E ficamos surpresos sobre como o mesmo cenário se aplica ao universo dos carros.

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Assim como nos filmes, vários modelos legais não fizeram sucesso com o público em geral. Foram tantos que ficou até difícil de eleger os cinco destaques entre eles. Veja quais são os carros cults que não fizeram sucesso no Brasil, apesar de todas as qualidades, em mais uma lista do iG.

1 - BMW Série 8

BMW Série 8: um dos carros mais legais da marca bávara também foi um dos grandes fracassos
Divulgação
BMW Série 8: um dos carros mais legais da marca bávara também foi um dos grandes fracassos

A nova geração do BMW Série 8 ainda nem foi revelada e já está nos planos da marca para o Brasil. O que poucos lembram é que o belo esportivo já foi vendido oficialmente por aqui, ao final dos anos 90. Sem dúvida, o Série 8 foi um dos cupês mais bonitos de sua década.

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Sua primeira aparição ao público aconteceu durante o Salão de Frankfurt de 1989, com uma receita bem simples: apenas duas portas, mais de 300 cv de potência derivados de um motor V12 e design afiado. A versão menos endiabrada também provou seu valor, com motorização V8 4.0 de 286 cv de potência. Destaque também para os faróis escamoteáveis, que eram moda na transição da década. Apesar das características infalíveis, o Série 8 foi um verdadeiro fracasso mundial para a marca bávara. Vamos esperar que o novo modelo faça mais sucesso.

2 - Fiat Bravo T-Jet

Fiat Bravo T-Jet: um dos poucos hatchbacks esportivos abaixo de R$ 100 mil na década
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Fiat Bravo T-Jet: um dos poucos hatchbacks esportivos abaixo de R$ 100 mil na década

Partimos de um cupê alemão premium para um hatchback médio que leva algumas gotas a mais de pimenta. A família T-Jet nos presenteou com esportivos icônicos, mas nenhum parece ter vingado como a Fiat esperava. Tivemos Punto T-Jet (o mais comum da categoria), Linea T-Jet (quase impossível de encontrar) e o belo Bravo T-Jet, com motor 1.4 turbo de 152 cv de potência e 21,1 kgfm de torque. Dá até para mencionar o 500 Abarth, que apesar de não fazer parte da família T-Jet, tinha diversas similaridades mecânicas.

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Uma das coisas mais legais sobre o Bravo T-Jet era o pacote estético customizável. Dava até para colocar rodas esportivas aro 18, faróis escurecidos e adesivos. Infelizmente, o Bravo foi afundando conforme o segmento de hatches médios perdia espaço para os SUVs. Um carro que deixa saudades e um vazio no segmento de esportivos baratos. Atualmente, apenas o Renault Sandero R.S. persiste no mercado.

3 - Volkswagen Fusca

Volkswagen Fusca: com motor 2.0 TSI de 210 cv, a produção dará lugar a modelos de maior demanda
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Volkswagen Fusca: com motor 2.0 TSI de 210 cv, a produção dará lugar a modelos de maior demanda

Outro exemplo de carro que não deu certo no mundo todo. A releitura moderna do carismático Fusca deixou de ser produzida no México. De acordo com a Volkswagen, carros de nicho e baixa produção serão deixados de lado para priorizar modelos de alta demanda, como SUVs e crossovers. Junto do Volkswagen Fusca, saiu de linha o cupê Scirocco, que não tivemos o prazer de dirigir no Brasil.

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O volume de vendas do Fusca no mundo todo não justificava sua produção, mesmo que ele fosse um dos carros mais divertidos de sua faixa de preço. O carro era vendido em versão única, com motor 2.0, turbo, de 211 cv de potência e 28,5 kgfm de torque - o mesmo que equipa o Jetta TSI. Com câmbio DSG, de seis marchas, o cupê era capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos, atingindo velocidade máxima de 224 km/h.

4 - Peugeot 407 Coupé

Peugeot 407 Coupé: aos montes na Europa e até na Argentina. Por aqui, apenas alguns modelos espalhados pelo Brasil
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Peugeot 407 Coupé: aos montes na Europa e até na Argentina. Por aqui, apenas alguns modelos espalhados pelo Brasil

Se o 407 convencional já foi um fracasso por si só, imagine a versão cupê. Apenas quatro foram importados oficialmente pela Peugeot em 2007, sendo que dois deles estão à venda. O design, como fica evidente, é um projeto Pininfarina dos mais encantadores.

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Apesar de ser uma raridade no Brasil, este carro existe aos montes na Argentina. A Peugeot apostou em uma grande variedade de motores, com opções 1.8, 2.0 e 2.2 a gasolina. Contava, ainda, com um potente 3.0 V6 de 211 cv de potência, que proporciona aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 segundos. Os quatro modelos que vieram para o Brasil utilizavam essa configuração, com câmbio automático de seis velocidades. Isso significa que é quase impossível encontrar algum rodando no Brasil. 

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5 - Ford Mondeo SW

Ford Mondeo SW: elegante e potente, a perua não sobreviveu ao sucesso da VW Passat Variant
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Ford Mondeo SW: elegante e potente, a perua não sobreviveu ao sucesso da VW Passat Variant

Você lembra dela? A perua Mondeo SW é uma raridade nas rudas do Brasil. O ano era 1995, e a Ford quis apostar em uma perua bem completa, importada da Bélgica, com ar condicionado, direção hidráulica, retrovisores elétricos, vidros elétricos. O resultado não veio, mas a marca americana acabou limpando a barra com a compacta perua Escort SW, que fez um sucesso considerável, trazida da Argentina.

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Seu motor Zetec 2.0 entregava 136 cv de potência e bons 18,3 kgfm de torque. Considere também que a Mondeo SW tinha 1.295 kg, conferindo uma boa relação peso/potência. A aceleração de 0 a 100 km/h acontecia em menos de dez segundos. Ela durou pouco entre os carros do mercado brasileiro, pois a bela rival Volkswagen Passat Variant apresentava um conjunto mais encorpado e moderno. Bons tempos, não?

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