A Ducati Scrambler marca o retorno fabricante italiana aos seus modelos mais tradicionais dos anos 60

A nova Ducati Scrambler lembra muito a antiga Ducati Scrambler dos anos 1960, principalmente no design.
Guilherme Marazzi
A nova Ducati Scrambler lembra muito a antiga Ducati Scrambler dos anos 1960, principalmente no design.

A marca Ducati acompanha minha história motociclística por quase toda vida. Ainda nos anos 60, eu era garupa assíduo da Ducati 250 Mk3 do meu pai, de preferência nas curvas de asfalto novo da ainda inóspita Cidade Universitária, na zona oeste de São Paulo. A moto era compacta porém valente, usada em competições e, por causa disso, desprovida das pedaleiras para o garupa. Vez ou outra lá ia meus sapatos pro beleléu, de tanto raspar no asfalto.

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De estrutura semelhante à Mk3 havia a Ducati Scrambler , que trocava os dois semi-guidões tomaseli por um guidão largo e alto, o que lhe conferia  uma certa pose de fora de estrada. O nome “scrambler” vem da língua inglesa, que significa “misturado, embaralhado”. Não é que o motor funcione “embaralhado”, é que esse tipo de motocicleta misturava algumas tendências, como, no caso, estradeira com fora de estrada. A estranha Ducati, no entanto, mantinha o espírito da marca.

Como nos anos 60

Lá pelos anos 70 a monocilíndrica italiana tentou sobreviver, mas a marca foi perdendo o interesse e o mercado para as japonesas. A volta da marca, agora sob o chapéu da Audi automóveis, trouxe muitos novas e espetaculares motocicletas, mas, para um ducateiro como eu, o passado só seria reestabelecido plenamente com o lançamento de um modelo que me lembrasse da velha Mk3. Essa é a nova Ducati Scrambler, agora com o motor bicilíndrico original da Monster, mas com a aparência da boa e velha Scrambler dos anos 60. No visual, nota 10!

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Eu não poderia mesmo dizer que as antigas eram melhores, até porque a atual tem o pedal de câmbio do lado certo, o esquerdo. E mesmo para um motor um tanto rude, que fica melhor à medida que se enrola o cabo, a diversão é garantida, proporcionada pelos 75 cv de potência e pelos quase 7 kgfm de torque. Não são números expressivos para um motor de 800 cm³, mas a agilidade que eles conferem à compacta motocicleta é o que ela tem de melhor.

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São quatro versões atualmente disponíveis para o Brasil, a Icon, a Classic, a Urban Enduro e a Full Throttle, esta última a aqui avaliada. Com exceção da Icon, que está com bônus de fábrica de R$ 2.000 para compras à vista e pode ser comprada por R$ 36.900, as três versões da Scrambler custam R$ 41.900. Talvez ainda mais interessante seria a Ducati Scrambler Sixty2, ainda não disponível por aqui, com motor bicilíndrico de 400 cm3. Quem sabe a Ducati não se anima e recria a nossa tão querida Mark3?

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