A motoneta, que já faz parte da história das duas rodas no pais, desta vez chega com ostatus de scooter

Leiaute das “butiques” de shopping, que venderão a Vespa e seus acessórios
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Leiaute das “butiques” de shopping, que venderão a Vespa e seus acessórios

Revirando a história das motocicletas no Brasil, em suas várias e definidas épocas, sempre há uma Vespa na foto, invariavelmente confundida com sua rival Lambretta . A criação de Enrico Piaggio data de 1945, exatamente após o fim da Segunda Guerra, que aproveitou sobras de componentes de aviação da empresa de sua família para montar um veículo de duas rodas prático e barato. A versão finalizada foi lançada em 1946 com o nome de Vespa.

No Brasil, a Vespa começou a ser produzida em 1958 sob licença da Piaggio pela Panauto, nas versões M3 , de três marchas, e M4, de quatro marchas. Juntamente com a Lambretta , a Vespa fez parte da cultura jovem dessa época, acompanhando o que acontecia na Europa. Foi produzida até 1964.

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Dez anos depois, uma Vespa atualizada começou a ser montada na Zona Franca de Manaus, porém com uma participação pífia no mercado, que já estava dominado pelas marcas japonesas. Poucos lembram desse período desses veículos, que ainda eram conhecidos como motonetas e ainda sofriam do preconceito contra esse tipo de modelos populares.

A grande virada da Vespa no Brasil aconteceu em 1986, quando a Piaggio associou-se à gigante Caloi para produzir em Manaus a moderna PX 200 . A febre havia voltado, porém durou só até 1989. Com a abertura das importações nos anos 90, a Vespa passou a ser importada em sua versão PX pela Brandy , só que produzida sob licença pela indiana Bajaj . Foi só a partir dos anos 2000 que as versões modernas da Vespa, já com motores de quatro tempos e transmissão automática, começaram a ser importadas por uma empresa independente, sempre em quantidades muito pequenas. E foi a partir dessa fase que a Vespa também passou a ser chamada de “scooter”, como ficou conhecido esse tipo de veículo em todo o mundo.

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A nova fase da Vespa no Brasil

Agora a Vespa está por aqui novamente, oficialmente pela Piaggio, que importará quatro modelos de scooteres até 2018, quando iniciará a produção desses e também das motocicletas das marcas pertencentes ao grupo Piaggio. O scooter mais conhecido da marca é a Vespa Primavera, que terá motor de quatro tempos de 125 e 150 cm 3 e freios com ABS. A Vespa Sprint inicialmente terá apenas o motor de 150 cm 3 e, como diferencial da
Primavera, farol trapezoidal e rodas de liga leve de 12 polegadas (a Primavera terá farol redondo e rodas de 11 polegadas).

A GTS 300 , a maior da linha Vespa, terá motor de 278 cm 3 de 22 cv, controle de tração ASR e sistema multimídia de conexão com smartfone.O quarto modelo Vespa será uma versão especial do scooter 946, idealizada em conjunto com Empório Armani. A Vespa 946 Emporio Armani tem visual diferenciado, ao estilo custom, farol de led, painel de instrumentos de cristal liquido.

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Para quem se interessar pelas novas Vespas, as reservas podem ser feitas no endereço www.vespabrasil.com.br, com as vendas começando em 22 de outubro. As primeiras 1.000 unidades da Vespa Primavera 150 vendidas serão numeradas e certificadas pela Itália e terão preço de R$ 27.930. A Vespa Primavera 125 custa R$ 22.890 e os preços das outras versões serão divulgados em 22 de outubro.

P. S.: Como eu já havia explicado, considero scooter um objeto do gênero masculino. Assim sendo, “A” Vespa é “UM” scooter.

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