Ao experimentar um novo motor, descobri uma forma diferente de viajar de moto, conta Gabriel Marazzi

A Harley-Davidson Ultra Limited ficou bem mais fácil de ser pilotada
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A Harley-Davidson Ultra Limited ficou bem mais fácil de ser pilotada

A mais importante referência para qualquer motocicleta Harley-Davidson é, sem qualquer dúvida, o motor V2. Desde que a marca norte-americana estreou seu primeiro V2, o Atmosferic V-Twin de 1909, ela assumiu essa identidade e não se afastou mais do ícone. Até os nomes de cada uma das sete gerações seguintes de motores V2 passaram a fazer parte de sua história: F-Head , de 1911 a 1929; Flathead, de 1929 a 1973, Knucklehead , de 1936 a 1947 – talvez o mais famoso deles –; Panhead , de 1949 a 1965; Shovelhead, de 1966 a 1984; o Evolution, de 1984 a 1999 – este realmente uma “evolução”, para os padrões da marca –; e o Twin-Cam , que chegou em 1999 e é utilizado até hoje.

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Cada um desses oito nomes merece uma explicação à parte, a história é bem interessante. E a nona geração desses motores V2 está chegando agora e leva o nome de Milwaukee-Eight . Além de homenagear a cidade onde nasceu a Harley-Davidson , o “eight” refere-se tanto às oito válvulas, duas por cilindro, quanto às oito melhorias significativas que esse motor proporciona às motocicletas que estão recebendo esse motor. As motos são a Street Glide Special , a Road King Classic e a Ultra Limited , que estréiam o motor 107, de 107 polegadas cúbicas de cilindrada (1.754 cm 3 ). Uma versão ainda maior desse motor, com 114 polegadas cúbicas (1.868 cm 3 ) equipa a CVO Street Glide e a CVO Limited.

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 Para mostrar a novidade, a Harley-Davidson organizou um passeio de dois dias pelas estradas do interior paulista com as novas motocicletas, o primeiro com a Ultra e o segundo com a Street Glide Special. Acho que qualquer um que experimentar a suavidade do novo motor pelas estradas tranquilas com belas paisagens e o ótimo asfalto em que passamos poderá se entusiasmar em entrar no tão festejado mundo das Harley .

Apenas curtindo os sons

 As versões touring da Harley vêm com um sofisticado sistema de áudio com navegação por satélite comparável ao dos melhores automóveis. Sempre achei um tanto supérfluo ouvir musica enquanto se pilota uma motocicleta, mas as experiências estão aí para nos mostrar novos aspectos de velhos hábitos. A turma da Harley teve o cuidado de selecionar algumas das músicas preferidas de cada um dos participantes, o que me obrigou a, pelo menos, experimentar o sistema de som durante o passeio. E a surpresa foi que, mesmo correndo o risco de parecer um fanático para quem, da estrada, me “ouvia” passar com uma boa música com o volume nas alturas, gostei.

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A qualidade do som, mesmo brigando com todos os outros ruídos externos, principalmente causados pelo vento, é suficiente para curtirmos nossas bandas prediletas. Neil Young na ida, pilotando os quatro alto-falantes da Ultra, e a banda progressiva italiana dos anos 70 Quella Vecchia Locanda, na volta, nos dois alto-falantes frontais da Street Glide.

 O motor Milwaukee-Eigh t é, realmente, bem mais suave e amigável que o anterior, inclusive o ronco é mais agradável, assim como toda a motocicleta. A novas suspensões, dianteira Showa e traseira com nova regulagem dos amortecedores, permitem rodar tranquilamente por estradas de bom asfalto.

 No geral, as motocicletas passam a oferecer uma experiência de pilotagem muito mais confortável. Quanto aos preços, a Road King Classi c custa R$ 75.400, a Street Glide Special R$ 86.400 e a Ultra Limited R$ 94.900. As CVO estão em outro patamar, a Street Glide custa R$ 140.900 e a Limited R$ 157.300.

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