Trata-se de uma versão conceitual, mas a fabricante tem estudos de lançar uma série personalizada do hatch esportivo

Renault Sandero RS Grand Prix Concept, com pintura preto e dourada, em homenagem ao Lotus 97T com motor Renault
Nicolas Tavares/iG Carros
Renault Sandero RS Grand Prix Concept, com pintura preto e dourada, em homenagem ao Lotus 97T com motor Renault

Entre supercarros, protótipos chamativos e até modelos e competição a Renault mostra uma versão conceitual do hatch esportivo Renault Sandero RS com pintura preta e dourada, seguindo o estilo do Lotus de Fórmula 1 em que Ayrton Senna venceu sua primeira corrida na categoria, em 21 de abril de 1985, em Portugal. O carro foi desenvolvido pelo estúdio de design da marca em São Paulo com novos materais e cores que podem servir de inspiração para futuras séries limitadas.

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De acordo com o que apurou a reportagem de iG Carros , a marca deve mesmo lançar uma edição limitada do Renault Sandero RS com novos itens de personalização que vão além do que a marca oferece hoje em dia. A ideia é começar a permitir que o carro possa ser mais customizado, assim como acontece com outros hatches esportivos, como o Mini Cooper .

Entre os detalhes do Sandero RS Grand Prix Concept também chamam atenção itens como as pinças de freio douradas, cor também usada em filetes das rodas, difusor de ar traseiro, faixas laterais e capas dos retrovisores externos. Na traseira, pintaram o número 12, o que Senna usava no Lotus que vinha com um curioso motor Renault V6 1.5, turbo, com mais de 1.000 cv de potência em condições de classificação. Normalmente, ficava em torno de 800 cv.

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O capricho da versão conceitual continua no interior, com o preto e dourado dominando o ambiente. Os bancos são revestidos de couro, do tipo matelassé e pespontos dourados. De resto, o carro mantém as demais características atuais, como o volante de três raios do Clio RS europeu e a central MIDIA NAV. No conjunto mecânico, o motor também é o mesmo 2.0, de 150 cv, do RS vendido hoje em dia nas lojas, bem como o câmbio manual de seis marchas.

O Lotus 97T de Senna

Lotus 97T de Ayrton Senna, em 1985
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Lotus 97T de Ayrton Senna, em 1985

Na chuvosa manhã de 21 de abril de 1985, no mesmo dia em que o então Presidente Tancredo Neves faleceu,  o Brasil assistia a primeira vitória de Ayrton Senna na Fórmula 1, no GP de Portugal, em Estoril.  O piloto estava a bordo de um dos carros de competição mais belos já vistos, o Lotus 97T , com pintura preta e dourada.  Foi projetado pelo francês Gérard Ducarouge, que havia feito outros carros vitoriosos para Jackie Stewart, nos anos 70.

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Tinha apenas 540 quilos e uma distribuição de peso perfeita, com o V6 instalado bem atrás do cockpit. O trabalho aerodinâmico feito no carro também merece aplausos, assim como o funcionamento dos sistemas de transmissão, com câmbio manual de cinco marchas e de sobrealimentação, com uma enorme turbina, intercoolers e uma série de outros componentes. Detalhe: operava com até 5,5 bar de pressão.

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