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Lista inclui modelos nacionais e importados que foram ou não vendidos no Brasil, em qualquer época. Veja a lista completa

Dizem que, algumas vezes, as aparências enganam. E no caso dos carros , isso também acontece. Na lista abaixo, você pode conferir cinco exemplos de carros que parecem esportivos pelo desenho arrojado, mas que decepcionam na hora de acelerar. São modelos bastante chamativos e ficaram marcados como ícones de design, mas que esqueceram de incluir um conjunto mecânico de acordo com o estilo agressivo.

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1 – Hyundai Veloster

Hyundai Veloster
Divulgação
Hyundai Veloster

Um dos casos de carros mais emblemáticos, o cupê de três portas foi vendido no Brasil com motor 1.6, apenas 128 cv, embora tenha sido anunciado por 140 cv. Já por aí decepcionou, quando o assunto é desempenho. Na hora de acelerar, então, a falta de fôlego vinha à tona. Faltava força em qualquer situação, inclusive nas retomadas, mesmo reduzindo marcha. De acordo com dados de fábrica, o carro faz de 0 a 100 km/h em 12,8 segundos, tempo maior que os 12,5 s do despretencioso Fiat Uno 1.0.

Mas o desenho ousado do Veloster impressionou assim que chegou ao Brasil. Entre outros detalhes, o carro vinha com três portas, duas na frente e uma na lateral direita. Na traseira, as duas saídas de escape bem no centro dava ideia de que o modelo tinha um ronco grave e encorpado.

2 - Volkswagen Karmann Ghia

Volkswagen Karmann Ghia
Divulgação
Volkswagen Karmann Ghia

 O elegante cupê produzido entre 1955 e 1975 ainda chama atenção até hoje. O desenho assinado pelo designer Giacinto Ghia remete à esportividade típica dos primeiros legítimos roadsters ingleses da Triumph , Austin Healey, MG, entre outras. Detalhes como as entradas de ar dianteiras e os para-lamas alargados na traseira contribuíam com essa imagem de esportivo.

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Mas os motores 1.2. 1.5 ou 1.6, todos boxer e refrigerados a ar, não tinham nada de esportivo. Para se ter uma ideia, o mais potente deles, de 65 cv, leva o carro de 0 a 100 km/h em quase eternos 23,5 segundos e a meros 139 km/h, de acordo com os números da fabricante.

3 – Puma GTS

Puma GTE e GTS
Divulgação
Puma GTE e GTS

 O desenho é de esportivo e a carroceria leve, de fibra de vidro, pode dar a entender que o conversível nacional, anda bem. Mas não é o caso. Pelos números de fábrica, a velocidade máxima até que, era razoável para um carro de meados dos anos 70, chega a 154 km/h, mas a aceleração de 0 a 100 km/h em 15,1 segundos não estava de acordo com a aparência.

Boa parte do que explica essa falta de disposição vem da mecânica, vinda do Fusca 1.6 refrigerado a ar, sem nenhuma pretensão esportiva, de 70 cv, que funciona com câmbio manual de quatro marchas. A ideia foi mesmo conquistar clientes pela aparência de um carro para desfilar, sem nenhuma pressa.

4 – DMC De Lorean

Protótipo do novo DeLorean DMC-12 que será fabricado em série limitada a 50 unidades por ano
Divulgação
Protótipo do novo DeLorean DMC-12 que será fabricado em série limitada a 50 unidades por ano

 De tão arrojado para a época em que foi apresentado, em 1981, acabou sendo escolhido para receber a máquina do tempo no filme “ De Volta para o Futuro”. Vinha com carroceria de aço inoxidável, portas abertas para cima, janela traseira do tipo “veneziana”, entre outros itens. E todos eles foram preservados na versão 2017 que será vendida com produção limitada em 50 unidades.

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Entretanto, o desenho futurista não combina com o anêmico motor V6 de 130 cv. Tanto que, na versão modernizada, o carro terá o dobro da potência. No De Lorean original, o câmbio podia ser manual de cinco marchas, ou automático de apenas três, o que também contribuia com o desempenho decepcionante do carro.

5 -  Plymouth Prowler

Plymouth Prowler
Divulgação
Plymouth Prowler

 Um dos carros mais ousados que se tem notícia no que se refere ao desenho. O roadster que combina estilo retrô com detalhes modernos é de parar o trânsito. Mas pouco funcional e com desempenho que não empolga, contrastando com o visual nada discreto. Para começar, o interior é bem apertado, mesmo par os dois ocupantes para os quais foi projetado. E, com capota a visibilidade fica bastante prejudicada.

 Na parte mecânica, colocaram um V6 de apenas 217 cv acoplado a um decepcionante câmbio automático de quatro marchas. Em 1999, três anos antes do carro deixar de ser fabricado, o motor passou a ter 257 cv, o que fez o tempo e aceleração diminuir de 7,2 segundos para interessantes 5,9 s, mas já era tarde demais para a imagem que o carro passou para o público num primeiro momento. 

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