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Entenda o novo acordo que vai ajudar o Brasil a exportar mais carros para o país vizinho e utilizar parte da capacidade ociosa da indústria brasileira

Acordo faz com que os poucos carros fabricados na Colômbia, como o Chevrolet Spark, possam ser trazidos ao Brasil
Divulgação/General Motors
Acordo faz com que os poucos carros fabricados na Colômbia, como o Chevrolet Spark, possam ser trazidos ao Brasil

De olho em outros mercados, o Brasil irá fechar um acordo com a Colômbia para livre comércio de carros e peças automotivas. De acordo com a agência Reuters, o governo brasileiro já aceitou os termos e o acordo está sendo finalizado, para que seja assinado ainda nesta quarta-feira (12). Entrará em vigor em até dois meses e irá ajudar o Brasil a exportar mais veículos, ajudando a diminuir a ociosidade das fábricas por aqui.

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O acordo prevê que carros importados da Colômbia deixem de pagar os 30% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) cobrados no Brasil , além de ficarem isentos dos 35% de impostos de importação. Já os carros brasileiros exportados não serão cobrados os 16% de taxas de importação cobradas pelo governo colombiano. A regra é parecida com a que temos com a Argentina, que também não paga estes impostos.

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Da mesma forma que o Brasil se protegeu dos carros mexicanos, a Colômbia irá colocar uma barreira para evitar que o mercado seja inundado por veículos de origem brasileira. No primeiro ano, haverá um limite de 12 mil unidades de automóveis e comerciais leves que poderão ser importadas ou exportadas. A quantidade aumenta para 25 mil no segundo ano e 50 mil no terceiro. Após os três primeiros anos, o acordo passará por uma revisão e, se não tiverem problemas, seguirá com a cota de 50 mil.

Ajuda ao Brasil

A primeira reação ao ler a notícia é imaginar o que pode vir importado da Colômbia. Acredite, é praticamente nada. A Chevrolet tem uma fábrica que monta a terceira geração do compacto Spark, o sedã compacto chinês Sail e o Cobalt (que já produzirmos aqui, em São Caetano do Sul). A outra fabricante com produção na Colômbia é a Renault, que monta Duster, Sandero, Logan e Clio. Ou seja, o único produto que poderia ser considerado para o Brasil é o Spark, que é o menos desatualizado.

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Ainda assim, o acordo entre Brasil e Colômbia é de grande importância pelo potencial para exportações. Com a situação ruim do mercado nacional, muitas fabricantes estão encontrando alívio na exportação e a diminuição das barreiras irá ajudar as montadoras a reduzir a ociosidade de suas linhas de produção e enviar os produtos a um mercado que pode absorvê-los – mesmo com cotas, limitando a quantidade de carros que podem ser exportados. O próprio Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior acredita que as exportações para a Colômbia passe de 17,5 mil unidades por ano para as 50 mil limitadas pelas cotas.

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