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Marca irá apresentar Kwid no Salão de Buenos Aires, no dia 9 de junho. Saiba mais informações sobre o novo compacto, o “SUV de entrada” da fabricante

A Renault irá mostrar o Kwid de produção no Salão de Buenos Aires (Argentina), na segunda semana de junho
Divulgação
A Renault irá mostrar o Kwid de produção no Salão de Buenos Aires (Argentina), na segunda semana de junho

A Renault adia o início da pré-venda de seu novo compacto, o Kwid. As reservas deveriam ter iniciado na última segunda-feira (15), conforme dito pela marca em um post no Facebook (que foi apagado). Os preços serão divulgados durante a apresentação do carro no Salão de Buenos Aires (Argentina), no dia 9 de junho. Com isso, o modelo só deve ter sua pré-venda iniciada em junho, depois do evento, com entregas marcadas para julho.

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Apesar de ser fabricado aqui no Brasil, em São José dos Pinhais (PR), o Kwid será mostrado pela primeira vez em sua versão definitiva no Salão de Buenos Aires. No Salão do Automóvel de São Paulo, no ano passado, a Renault levou um conceito muito próximo do modelo de produção chamado Outsider, mas que ainda tinha alguns elementos exclusivos, como os detalhes na cor verde pela carroceria.

Com a pré-venda adiada, ainda não sabemos quanto a Renault irá cobrar pelo Kwid, que terá toda sua publicidade direcionada a convencer que é um “ SUV de entrada”. A fabricante francesa já descartou a possibilidade de ocupar a faixa abaixo dos R$ 35 mil, escolhendo brigar diretamente com os líderes do segmento de hatches compactos, como Chevrolet Onix e Hyundai HB20, com preços entre R$ 35 mil e R$ 45 mil.

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Esquecendo o mico

Uma das grandes dificuldades do Kwid será fazer o público esquecer o crash-test realizado pelo Global NCAP com a versão indiana do compacto. Levou nota zero e foi duramente criticado por sua estrutura ruim e mesmo os reforços feitos pela fabricante não ajudaram a melhorar a avaliação. Há um agravante: por lá, como airbags não são obrigatórios, o carro conta com só uma bolsa inflável, do lado do motorista, e oferecida como opcional.

Prometem que o modelo brasileiro é bem melhor. Segundo a Renault, o projeto é global, mas cada região pode alterá-lo para se adequar ao seu mercado. Por isso, o Kwid nacional é 20% mais pesado, graças ao uso de chamas de aço de alta resistência, além de outros componentes. Só o banco do motorista já pesa 9 kg a mais do que o indiano. Também contará com ancoragem ISOFIX para cadeirinhas infantis e quatro airbags (frontais e laterais) de série.

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Sabemos que o Kwid terá cinco configurações: Urban, Life, Iconic, Zen e Intense. Todas utilizarão o mesmo motor 1.0 SCe de 82 cv, com etanol, lançado no final de 2016 para a dupla Logan e Sandero. Utilizará câmbio manual, de cinco marchas, e deve oferecer também o automatizado Easy-R de cinco velocidades. O pequeno tricilíndrico, 0.8, de 54 cv, usado na Índia, com destaque para o baixo consumo de combustível, foi descartado por não ter desempenho o suficiente para mover o compacto nacional.

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