O Latin NCAP, órgão responsável em avaliar a segurança dos carros vendidos na América Latina, apresenta os resultados de três modelos vendidos na região: o Chevrolet N300, o Kia Rio Sedan e o Fiat Mobi, fabricado e vendido no Brasil. De acordo com os critérios adotados, o subcompacto recebeu apenas uma estrela para proteção de adultos e duas para crianças, resultado considerado abaixo do ideal.

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O Fiat Mobi vem apenas com dois airbags frontais, não conta com ancoragem ISOFIX para cadeiras infantis (apenas no mercado argentino, onde é obrigatório) e nem com cintos de três pontos para quem vai sentado no centro do banco traseiro em nenhuma versão. Isso acabou prejudicando a avaliação do Latin NCAP durante o teste de colisão. De acordo com o secretário geral do órgão, Alejandro Furas, “a principal deficiência deste modelo foi demostrada no impacto lateral”. 

O teste de colisão também mostrou um nível de proteção abaixo do ideal para o peito dos adultos na prova de impacto frontal, embora a estrutura do carro tenha se mostrado estável. Além disso, ainda conforme os resultados divulgados pelo Latin NCAP, houve alto nível de penetração no habitáculo durante a colisão lateral e abertura parcial das portas laterais traseiras, oferecendo risco os passageiros. Além disso, a ausência de airbags laterais explica a baixa pontuação do modelo da Fiat.

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Esforço por mais segurança

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Divulgação
Fiat Mobi em teste de colisão lateral do Latin NCAP

 Sobre o nível geral de segurança dos carros vendidos na América Latina,o secretário geral do Latin NCAP, Alejandro Furas, comentou que “ é decepcionante que nenhum país da região conte com uma norma que obrigue a instalação de controle eletrônico de estabilidade e proteção contra impactos laterais. Os governos latino-americanos estão, pelo menos, 20 anos atrás das regulamentações de segurança dos veículos vigentes na Europa e Estados Unidos”, disse Furas.

 Vale lembrar que o Latin NCAP faz testes com veículos cedidos pelas fabricantes ou comprados por meio de patrocínio de instituições que apoiam o programa. Além disso, as provas de colisão frontal são feitas a 64 km/h contra uma barreira deformável,  descentralizada, capaz de abranger 40% da parte dianteira do veículo.

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Também é interessante salientar que os resultados são obtidos a partir dos efeitos do choque sobre manequins de tamanho adulto e outros dois que fazem o papel de uma criança de três anos e outra de um ano e meio, nos assentos traseiros. No caso do Fiat Mobi, que não tem ISOFIX no Brasil, a maior exigência que entrou em vigor a partir de 2014, acabou pesando contra o subcompacto. Isso porque, a partir desse ano, foi levado em consideração a  facilidade de instalação dos equipamentos de retenção infantil.

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