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Muitos carros com preços tentadores podem dar dor de cabeça. Saiba quais são os modelos para não apostar no fim do ano

O mercado de carros novos está se recuperando aos poucos. Os últimos números divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores) revelam que as vendas subiram 14,6% em novembro, comparando com o mesmo mês no ano passado. O segmento de automóveis e comerciais leves registrou, no acumulado de janeiro a novembro, 1.967.392 unidades licenciadas, resultado que representa alta de 10% sobre as 1.787.330 unidades de igual período de 2016. Mas mesmo com números animadores, há quem dispense um carro com cheiro de novo para optar por um seminovo. 

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O segmento de usados continua sendo uma das melhores saídas para quem quer economizar e levar um modelo mais equipado pra casa. Mas ee bom ter cuidado, muitos carros com preços tentadores escondem fortes dores de cabeça. A reportagem do iG Carros dá uma força, e lista cinco seminovos para você fugir na hora da compra.

Fiat Idea 1.6 Dualogic 2014 - entre R$ 33 mil e R$ 38 mil

Fiat Idea 1.6 Dualogic: entendimento entre câmbio e motor que deixa   a desejar entre os seminovos
Divulgação
Fiat Idea 1.6 Dualogic: entendimento entre câmbio e motor que deixa a desejar entre os seminovos

Em 2012, a Fiat decidiu instalar o câmbio Dualogic Plus nas linhas Linea e Idea. E seu funcionamento com o monovolume na versão 1.6 beirava o pesadelo. Além dos trancos frequentes, o sistema costumava exibir barulhos de engrenagens que incomodavam no trânsito. E o conjunto também cobrava seu preço no consumo. O Fiat Idea 1.6 Dualogic fazia 6,8 km/l na cidade e 7,9 km/l na estrada com etanol. Se você faz muita questão de levar um monovolume seminovo pra casa, sugerimos, por exemplo, o Honda Fit Twist com motor 1.4.

Ford Fiesta 1.6 Powershift 2014 - entre R$ 34 mil e R$ 39 mil

Ford Fiesta 1.6 SE Powershift: câmbio sequencial, de dupla embreagem, chegou a provocar um recall
Divulgação
Ford Fiesta 1.6 SE Powershift: câmbio sequencial, de dupla embreagem, chegou a provocar um recall

O Ford Fiesta 1.6 tinha todas as propriedades para ser um grande sucesso: bom número de equipamentos, motor honesto e custo-benefício interessante em relação aos rivais. O que complicou a vida dos donos do hatch foi o câmbio Powershift, automatizado, de dupla embreagem, presente também em EcoSport e Focus. Muitos se queixaram de trepidações e vibrações recorrentes no conjunto, e a Ford chegou a admitir que o conjunto apresentava problemas. Segundo a marca, o defeito no funcionamento do Powershift foi causado pela contaminação de uma das embreagens por fluido de transmissão. 

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JAC J2 1.4 2016 - entre R$ 22 mil e R$ 27 mil

JAC J2: pequeno e barulhento, além da dificuldade de achar peças estão entre os pontos que incomodam no modelo
Divulgação
JAC J2: pequeno e barulhento, além da dificuldade de achar peças estão entre os pontos que incomodam no modelo

Além da dificuldade na hora de achar peças para manutenção, o JAC J2 é apertado por dentro. Principalmente para quem vai atrás, e no minúsculo porta-malas de 121 litros. O câmbio é barulhento nas trocas, demonstrando fragilidade. Pouco antes do seu fim, em 2016, o modelo chinês custava R$ 38.990 mil, ficando mais caro até que o bem-sucedido Hyundai HB20 que, na época, custava R$ 37.795. A receita não funcionou, e o J2 acabou saindo de linha sem que ninguém percebesse.

Chery Tiggo 2014 - entre R$ 34 mil e R$ 39 mil

Chery Tiggo: o preço é tentador, mas pense duas vezes antes de levar um Tiggo usado para a sua garagem
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Chery Tiggo: o preço é tentador, mas pense duas vezes antes de levar um Tiggo usado para a sua garagem

A desvalorização do Tiggo é alta, deixando o carro com preço tentador. Afinal, que outro SUV 2013/14 você poderia comprar com R$ 33.990 na mão? Tome cuidado, pois donos de Tiggo se queixavam da suspensão  barulhenta - principalmente ao passar por lombadas - com muita frequência nas redes sociais. Panes elétricas, fragilidade do conjunto e a dificuldade de achar peças mesmo nas concessionárias Chery também estão entre os problemas apresentados no utilitário esportivo, que ainda precisa evoluir para ter um conjunto um pouco mais bem acertado, entre outras melhorias, inclusive de acabamento. 

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Peugeot 408 2.0 AT4 2013 - entre R$ 43 mil e R$ 45 mil

Peugeot 408 2.0 AT4: além do conjunto mecânico obsoleto, o sedã consumia mais combustível que o ideal
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Peugeot 408 2.0 AT4: além do conjunto mecânico obsoleto, o sedã consumia mais combustível que o ideal

O obsoleto câmbio de quatro marchas durou bastante tempo na linha do Peugeot 408 e tirava toda a competitividade do modelo frente a concorrentes como Chevrolet Cruze e Honda Civic, que já apareciam com câmbio automático de cinco e seis marchas. Aliado ao motor 2.0, de 143 cv de potência, o consumo também era elevado.  De acordo com números do Inmetro, o carro fazia 6,1 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada, quando abastecido com etanol. O problema foi resolvido quando a Peugeot instalou uma nova caixa automática de seis marchas, fabricado pela japonesa Aisin. Além disso, o sedã está prestes a sair de linha. Hoje em dia, a marca francesa oferece apenas uma versão do sedã, com motor 1.6 turbo flex. 

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