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Vendas do segmento vão crescer 11% em 2025 e atingir 60 milhões de unidades no mundo dentro de 20 anos, diz estudo

Controlar o nível de carga das baterias e o processo de recarga pelo celular é uma das vantagens dos carros elétricos
Divulgação
Controlar o nível de carga das baterias e o processo de recarga pelo celular é uma das vantagens dos carros elétricos

As vendas de carros elétricos deverão disparar nas próximas duas décadas, de acordo que o que apurou o estudo da Bloomberg New Energy Finance. Conforme o levantamento, em torno de 55% das vendas globais em 2040 vão corresponder aos modelos elétricos.

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Ainda conforme o que foi apurado, dentro de 20 anos, os carros elétricos serão 33% de todos os carros que estarão nas ruas. Entre os fatores que deverão contribuir com a explosão de vendas dos modelos movidos a eletricidade será a queda abrupta dos preços sugeridos pelas fabricantes.

O estudo aponta que os custos de produção dos carros elétricos se tornarão competitivos entre 2024 e 2029, a ponto de se igualar aos dos modelos movidos a combustão. Assim, a oferta de modelos a eletricidade vai aumentar bastante em todo o mundo. 

Hoje em dia existem 155 modelos elétricos disponíveis no mercado global, mas com o aumento do investimento das fabricantes nesse tipo de carro estima-se que o volume à venda nas lojas suba para algo em torno de 290 até 2022.

China se manterá líder

Estudo aponta que mais da metade das vendas de carros elétricos no mundo estará na China, em 2020
Chevrolet Bolt
Estudo aponta que mais da metade das vendas de carros elétricos no mundo estará na China, em 2020

 E a vendas de elétricos terão como maior mercado o chinês, que também lidera atualmente o cenário global. O estudo diz que, em 2020, a China deverá ter aproximadamente a metade das vendas mundiais de carros elétricos.

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Entre outras informações, o levantamento da Bloomberg New Energy Finance prevê que, em 2025, os carros elétricos vão representar em torno de 19% das vendas de carros na China. No mesmo ano, na Europa, esse percentual ficará em 14% na Europa e 11% nos Estados Unidos.

Ainda entre as previsões do estudo também tem destaque o declínio das vendas dos modelos movidos a combustão, o que deverá começar em 2020, quando os carros elétricos passarão a ter maior relevância.

No Brasil, são apenas 7 elétricos e híbridos

Toyota Prius Flex é um protótipo que está sendo desenvolvido no Brasil, com motor a combustão a etanol e outro elétrico
Divulgação
Toyota Prius Flex é um protótipo que está sendo desenvolvido no Brasil, com motor a combustão a etanol e outro elétrico


O mercado brasileiro de carros elétricos ainda está nos primeiros passos, aguardando as definições do novo regime automotivo, conhecido como Rota 2030, que prevê incentivos para o segmento.  Por enquanto, temos apenas 7 elétricos e híbridos disponíveis no País, todos importados. São eles: Toyota Prius, Lexus CT200h, BMW i3, BMW i8, Ford Fusion Hybrid, Porsche Cayenne Hybrid e Porsche Panamera Hybrid. 

Já estão previstos outros lançamentos até o ano que vem. A Volkswagen diz que trará o Golf nas versões GTE (híbrida) e e-Golf (elétrica). Além disso, a Nissan confirmou que venederá a nova geração do Leaf e a Jaguar deverá trazer o I-Pace. Além desses modelos, outros também poderão desembarcar por aqui. 

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A GM já disse que cai investir na eletrificação da sua linha, inclusive no Brasil. E o Bolt deverá ser o primeiro entre outros carros elétricos  da marca a ser vendido oficialmente no País. O modelo é capaz de rodar em média 383 quilômetros até precisar de recarga e vem com motores elétricos que somam 230 cavalos e 36,7 kgfm de torque, números suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 7 segundos, de acordo com os números da fabricante. 

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