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Grupo francês busca nova aliança e a marca americana seria importante para conseguir ter mais facilidade de entrar no mercado dos Estados Unidos

Sede da FCA, em Detroit, nos Estados Unidos. Embora tenha recusado fusão com a PSA, deve se unir a outra marca
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Sede da FCA, em Detroit, nos Estados Unidos. Embora tenha recusado fusão com a PSA, deve se unir a outra marca

Com a possibilidade do grupo PSA se fundir com a FCA, esta acaba de negar a oferta, conforme apurou o jornal americano The Wall Street Journal. Os franceses querem encontrar parceiros, ou até mesmo de quem esteja disposto a realizar uma fusão.

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O que ocorreu foi que o Grupo PSA teria procurado a FCA no início do ano para um acordo comercial de união, mas foi rejeitada. Vale lembrar que a PSA estaria planejando negociações com a GM, aproveitando que a compra da Opel foi um sucesso, e ainda estaria de olho na Jaguar-Land Rover.

Os executivos da FCA recusaram pois passariam a se expor ainda mais na Europa, sem a necessidade devido à participação forte de ambas. A maturidade do mercado não daria muita margem de crescimento e exploração de novos públicos.

Quanto à PSA, que está longe dos EUA há 28 anos, visava encontrar uma fabricante que suprisse os planos de reinserção por lá. Estar com Fiat-Jeep-Chrysler-Dodge seria como possuir um bilhete lotérico premiado.

Outro motivo para a rejeição da FCA seria a falta de uma consolidação total da fusão PSA-Opel, que após a compra da antiga GM alemã, existe a ideia da empresa abrir o mercado com a oferta de ações, que não condiz com as diretrizes dos italianos.

No Brasil, onde Peugeot e Citroën patinam na falta de tradição ante o mercado e críticas sobre o pós-venda, definitivamente seria algo muito bem vindo para que pudessem compor novos tempos.

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Entretanto, apesar de tudo e do resultado da conversa entre as duas fabricantes, ambas continuam abertas para parcerias com outras marcas. Sergio Marchionne, falecido CEO da Fiat, sempre prezou pela capitalização dos negócios. Dizia que a FCA deveria se unir a outra fabricante, pois acreditava que o mercado verá uma redução na quantidade de empresas.

Mike Manley, sucessor de Marchionne, tem em mente que os italianos devem buscar parceiros, seja em joint-venture ou outras formas de negócio. Por isso, justificam que não irão fechar as portas, seja para a PSA , seja para qualquer outra montadora.

Ofensivas da FCA pelo mundo

Mike Manley, o novo chefão da FCA, assumiu comando da companhia depois do falecimento de Sergio Marchionne
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Mike Manley, o novo chefão da FCA, assumiu comando da companhia depois do falecimento de Sergio Marchionne

Mike Manley revelou que serão investidos US$ 5,6 bilhões nos próximos dois anos para o lançamento de 13 novidades. E a maioria dos carros novos da FCA que serão lançados será híbrido ou elétrico. Uma das novidades ficará por conta da nova geração do Fiat 500, que não terá nenhuma versão a combustão sequer.

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Na lista de novos modelos da FCA que estão por vir também estará a versão híbrida do Jeep Compass, que terá a mesma base do Renegade PHEV e será plug-in, ou seja, poderá ter as baterias recarregadas em uma tomada elétrica. Seguindo a mesma linha, a Alfa Romeo contará com um modelo híbrido. Para o Brasil, o novo SUV da Toro, o Fiat Fastback, é a principal carta na manga.