Tamanho do texto

Primeiro modelo híbrido flex da história será fabricado em Indaiatuba (SP). Fabricante mostra novo modelo camuflado ao governador João Dória

Toyota Corolla híbrido
Anderson Suzuki
Toyota Corolla híbrido foi mostrado no Palácio dos Bandeirantes (SP), ainda com camuflagem pesada

O novo Toyota Corolla híbrido está confirmado e deverá ser lançado no Brasil ainda no fim de 2019, conforme a declaração realizada na manhã desta quarta, no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo. Com investimento de R$ 1,6 bilhão, a nova geração também será fabricada em Indaiatuba (SP), contando com o status de ser o primeiro híbrido flex da história.

LEIA MAIS: Imagens do novo VW Virtus GTS vazam antes da estreia

Ao lado do governador João Dória, o presidente da Toyota, Rafael Chang, enalteceu a utilização da tecnologia híbrida flex desenvolvida por engenheiros brasileiros: “Estamos fazendo história com a integração da tecnologia em um dos grandes destaques da indústria. Este será o veículo híbrido mais limpo do mundo”, promete o executivo. Além do Toyota Corolla híbrido , modelos flex também estão nos planos, ainda que a marca não tenha oferecido maiores detalhes.

LEIA MAIS: Peugeot 2008 já aparece sem camuflagem em novas imagens

Jornada para o Toyota Corolla híbrido

Corolla híbrido em foto de estúdio
Divulgação
Toyota Corolla híbrido já existe na Europa, mas no Brasil terá motor flex pela primeira vez na história

A Toyota sempre teve o grande sonho de lançar uma versão híbrida de seu carro de maior expressão no Brasil. Seu modelo eletrificado, o Prius, foi destaque de vendas em 2017 e 2018, chegando a vender mais até que o Volkswagen Golf em alguns meses pontuais. E foi justamente do modelo compacto que surgiu o grande “laboratório” para os testes com a propulsão híbrida que também aceita combustível de cana-de-açúcar.

Toyota Prius Flex
Carlos Guimarães/iG
O Toyota Prius flex, com placa verde de homologação, rodando por SP

Desde 2015, o Prius flex de testes funciona com motor elétrico e outro 1.8 que pode ser abastecido com gasolina ou etanol, puros ou misturados em qualquer proporção. Ainda conforme a marca japonesa, o híbrido flex tem um dos mais altos potenciais de compensação e reabsorção de emissão de CO2 desde a extração da cana-de-açúcar, passando pela chegada do etanol aos postos de abastecimento e também pela queima do combustível no motor.


LEIA MAIS: Projeção antecipa futuro SUV da Fiat, que chegará ao Brasil em 2021

Ainda no ano passado, flagramos uma unidade do Prius flex circulando pelas ruas do Tamboré, em São Paulo. Todos os componentes que entram em contato com o combustível, como mangueiras, bomba de combustível, bicos injetores e velas, precisam ser substituídos. Vale lembrar que o combustível de cana-de-açúcar é mais corrosivo que a gasolina. Outra questão é o sistema de partida a frio.

Atualmente, veículos dispensam o inconveniente tanquinho de partida a frio pelo sistema de pré-aquecimento. Em um carro convencional, o aquecimento funciona uma vez a cada ciclo de uso. No caso do Prius flex - que liga e desliga o motor a combustão com frequência - foi necessário desenvolver um sistema de injeção exclusivo. O mesmo estará no Toyota Corolla híbrido .