Chevrolet Tracker cinza
Divulgação
Chevrolet Tracker começa a chegar às lojas na segunda quinzena de março como uma das novidades entre os SUVs

Até quem não liga muito para carro deve ter se perguntado: "Meu Deus, quando é que vão parar de lançar tantos SUVs?" Logo de cara, para despero de muitos, a resposta é: vai demorar. Porém, vamos por partes. Não é à toa que os utilitários esportivos invadiram as ruas e lojas do mundo todo, inclusive no Brasil, onde esse segmento representa por 25% do mercado de automóveis e comerciais leves de acordo com o balanço da Fenabrave (Federacão dos Distriubuidores de Veículos).

LEIA MAIS: Vêm aí uma nova leva de SUVs no mercado, mas com jeito de cupê esportivo

Entre os modelos fabricados no Brasil, o primeiro SUV compacto foi o Ford EcoSport, lançado em 2003. E demorou para os concorrentes aparecerem. O Renault Duster chegou ao Brasil em 2010, o Chevrolet Tracker veio importado, apenas em 2013 e os campeões de vendas Jeep Renegade, Hyundai Creta e Honda HR-V são bem mais recentes, os dois primeiros em 2016 e o outro, um ano antes. De antemão, saibam, vem muito mais SUVs por aí.

Apenas agora, com o T-Cross é que a Volkswagen começou a brigar com mais força entre os SUVs. Portanto, prepara mais lançamentos. Um deles será o Tarek, modelo médio que vai brigar com Jeep Compass e companhia, a partir de 2021, vindo da Argentina. Antes,  no segundo semestre de 2020,  chegará o VW Nivus (o SUV do Polo) com ares de cupê, assim como  o Fiat Fastback, previsto para estrear no ano que vem.

LEIA MAIS: Crossover SUV cupê seria o sucessor dos sedãs num futuro próximo?

Das fabricantes instaladas no Brasil, todas terão novidades em breve. Isso inclui Chevrolet (novo Tracker), Ford ( Escape), Peugeot (novo 2008, vindo da Argentina), Citroen (C5 Aircross, que deve vir importado), Kia (Seltos), Mercedes (GLB, entre outros), Audi (e-tron, elétrico), BMW (X1 renovado), Land Rover (novo Defender),  Aston Martin (DBX). Todos esses carros têm uma imagem ligada à liberdade, ao estilo aventureiro e descolado, a aura dos SUVs.

Peugeot, SUV, laranja
Divulgação
Peugeot 2008 da nova geração também deverá fazer parte da nova leva de SUVs que vai ser lançada no Brasil em breve

 Em tempos em que as fabricantes estão sendo obrigadas a mudar seus modelos de negócio tendo em vista a nova era da mobilidade e todas as reviravoltas nos paradigmas que apontam o futuro (carros elétricos, híbridos, autônomos, compartilhados), a palavra de ordem é sobrevivência. Além disso, o lucro nunca foi tão difícil não apenas de ser atingido, mas também  guardado para sustentar todos os investimentos necessários para os próximos anos.

 LEIA MAIS:  Porsche Cayenne ganha versão SUV-cupê para concorrer com BMW X6

Pois bem, caro leitor. Advinha se os SUVs estão entre os tipos de carros que dão mais lucro às fabricantes?  Então, está aí um forte motivo para que os lançamentos de SUVs continue por um bom tempo. Depois dos SUVs compactos, médios e grandes virão os que terão jeito de cupê e ainda os subcompactos.  O fim da linha dos SUVs vai começar a aparecer apenas quando as exigências por emissões zero, baixo consumo de energia e de falta de espaço se tornarem extremas. 

Land Rover no túnel de vento
Divulgação
Aerodinâmica em tempos de carros elétricos, autônomos, compactos e compartilhados é uma limitação dos SUVs

Haverá também uma questão de modismo. Vai chegar uma hora que as novas gerações vão ter uma certa repulsa pelos SUVs, que ficarão conhecidos como os carros dos tempos dos pais e avós. Essa juventude vai querer algo diferente. No Japão, por exemplo, a Toyota apresentou recentemente planos de lançar até modelos elétricos, autônomos e individuais, feitos para percorrer curtas distâncias e com formato de uma bolha ambulante.

 Não apenas por modismo, mas, de eficiência, os SUVs terão menos espaço num futuro um tanto distante. A aerodinâmica é uma questão crítica nos utilitários esportivos , que têm uma área frontal corrigida relativamente grande na comparação com hatches, sedãs, cupês, peruas, entre outros. Isso por causa da altura e do para-brisa sempre pouco inclinado.

LEIA MAIS: Renault Arkana, novo SUV-cupê que virá ao Brasil, é revelado por completo

Então, todos teremos que continuar vendo lançamentos de SUVs variados por alguns bons anos. Até marcas que jamais tiveram um carro desse tipo, terão, como é o caso da Ferrari e da Lotus, dois ícones de esportivos leves, extremamente ágeis e prazerosos de dirigir desde os idos dos anos 50. Novos tempos, sem dúvida. O que diriam Enzo Ferrari e Colin Chapman dessa onda de SUVs que parece não tem fim, hein?

    Veja Também

      Mostrar mais