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Tratado ficará em vigor até janeiro de 2029, com a possibilidade de aumentar a cota de exportação e importação entre si. Veja com mais detalhes

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VOLKSWAGEN/ DIVULGACãO
Acordo Brasil Argentina flexibiliza as relações comerciais no setor automotivo

Está prestes a ser anunciado, no Rio de Janeiro, um acordo Brasil e Argentina de livre comércio de automóveis. O ministro da Economia Paulo Guedes e o ministro argentino da Produção, Dante Sica, vão realizar o acerto na sexta feira de hoje (6). A última vez que isso ocorreu foi em 2016, que na ocasião, recebeu o nome de Flex. Com fim em junho de 2020, nele, existe uma regra de 50% na relação de exportação e importação. Desse modo, caso o Brasil exporte US$ 1 milhão para Argentina, não poderá importar mais que US$ 1,5 milhão do país vizinho e vice-versa.

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O novo acordo Brasil e Argentina prevê um aumento desse patamar, que passará de 50% para 300%. O resultado disso será que um dos países pode exceder até três vezes o total de sua importação. No que antes US$ 1 milhão gerava o limite de US$ 1,5 milhão, agora são US$ 3 milhões. Entretanto, as limitações segue com data limite, que será em janeiro de 2029 — quando a realidade econômica já estará sob novos parâmetros político-econômicos e, assim, o livre comércio passará a valer sem que haja limite para o comércio entre os dois países.

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Mais detalhes do acordo Brasil e Argentina

Além disso, o acordo prevê, também, alinhar as regras de comércio dos países para o acordo Mercosul-União Europeia. Se houver comercialização com a Europa, os impostos sobre automóveis desse continente seriam reduzidos de 35% para 17,5%.

Por outro lado, o Mercosul poderá, inicialmente, importar um limite de 50 mil veículos anuais. Desses, 32 mil vêm para o Brasil. Atualmente, cerca de 50% das exportações de automóveis brasileiros vão para a Argentina. Enquanto isso, o Brasil recebe 80% de origem argentina.

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O acordo Brasil Argentina prevê que depois de dez anos os impostos sobre os veículos passaram a diminuir gradativamente até que chegue a zero no 16º ano, tornando o comércio livre e sem cotas de unidades.