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Vendas de automóveis e comerciais leves estão no fundo do poço, à espera da retomada gradual da economia no Brasil durante a pandemia

A Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos) divulga os resultados de vendas de abril que teve uma forte queda de 76,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado (21.362 unidades ante 221.292). No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, a queda também é significativa, de 27,1%, com 583.905 unidades contra 801.280 de janeiro a abril de 2019.

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De acordo com o presidente da entidade, Alarico Assumpção Júnior, “lamentavelmente, voltamos aos patamares de vendas, registrados há 14 anos, para automóveis e comerciais leves e, para o Setor em Geral, retornamos aos volumes de vendas de 1992, ou seja, voltamos aos resultados de 28 anos atrás”, aponta ele.

O setor automotivo sofre com a falta de previsibilidade do retorno da economia à normalidade, com poucas concessionárias abertas no Brasil. . “Em estados onde a quarentena foi flexibilizada, como em Goiás, por exemplo, a queda do setor foi menor, tanto na comparação entre abril de 2020 e de 2019 (-47,8%), como no acumulado do ano (-6,7%)”, declarou o executivo.

Ainda conforme Assumpção Júnior, a volta gradual das 7,3 mil concessionárias do Brasil às atividades é o primeiro passo para começar a equilibrar a situação no setor automotivo. "Destaco que, como vem sendo, incansavelmente, enfatizado, em todos os ofícios enviados pela Federação, e nas reuniões remotas, entre a Fenabrave e Governos – sejam Federal, Estadual ou Municipal-, estamos prontos para voltar, com total responsabilidade e seguindo, rigorosamente, todos os protocolos de saúde e cuidados sanitários, preconizados pela OMS, Ministério da Saúde e demais Autoridades Sanitária", diz ele.

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A entidade e suas regionais já encaminharam ofícios as todos os Estados e Municípios, solicitando a reabertura, responsável e comprometida, das concessionárias, e vem participando, semanalmente, de reuniões remotas com entidades congêneres ao setor e com o Governo do Estado de São Paulo, para argumentar em favor da reabertura, gradativa, das concessionárias e DETRANs, principalmente, nos municípios menos afetados pela covid-19.

Outro problema, enfrentado pelas concessionárias, é a falta de liquidez, durante o período da crise. Nesse sentido, a entidade está se reunindo, semanalmente, com a equipe da SEPEC – Secretaria Especial da Produtividade, Emprego e Competitividade, que faz parte do Ministério da Economia, para que linhas de crédito possam chegar, rápida e efetivamente, às concessionárias, a juros razoáveis, para que essas tenham condições de manter seus negócios até a recuperação do mercado. 

E para que novos negócios possam ser gerados, pelas Concessionárias, a FENABRAVE vem solicitando imediato retorno dos DETRANS que estão inoperantes. “Sem emplacamentos, fica complicado concretizar vendas, ainda que remotamente. Por isso, pedimos que os DETRANS e Cartórios voltem a operar.

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Outro ponto que pode favorecer novas vendas , nesse momento, é a efetiva implantação do RENAVAN- Registro Nacional de Veículos em Estoque, que se daria, eletronicamente e, portanto, sem qualquer risco”, ressalta o presidente da Fenabrave.

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