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Vendas de carros usados: preços já estão caindo e ficando mais distantes dos novos, que estão aumentando por alta nos custos das fabricantes

Entre as mudanças no setor automotivo causadas pela pandemia do novo coronavírus deverá estar a maior diferença de preços entre os carros usados em relação aos novos, de acordo com executivos, entre os quais o CEO do InstaCarro, Luca Cafici. Segundo ele, "a disrupção das cadeias logísticas e a queda de produção de carros novos fará que os preços deles aumentem muito mais em relação aos carros usados gerando um aumento significativo das vendas de carros usados na comparação com os novos".

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Ainda conforme Cafici, "é inegável que o mundo não será mais o mesmo após o coronavírus . Novos hábitos devem surgir e outros certamente serão suplantados. Higiene e saúde, por exemplo, vão ser os temas da vez, com maior controle de higienização e mapeamento de áreas de risco para agilizar cuidados com prevenção", explicou ele.

Pelas previsões do CEO do Instacarro, "não é difícil imaginar restrições a viagens após a pandemia e também maior atenção a aglomeração de pessoas – sem falar no fenômeno da economia compartilhada, que vai ganhar novos contornos a partir de agora. No setor automotivo, os negócios on-line ganham cada vez mais espaço, e a venda de carros deve crescer consideravelmente nos próximos meses", concluiu.

O executivo prevê também que, "após a crise passar, lamentavelmente o número de desempregados aumentará e, como consequência, teremos muitas pessoas querendo vender seu carro. Por outro lado, as lojas de veículos se encontram com os seus estoques cheios, pois compraram após Carnaval e não conseguiram vender", lembrou ele.

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O resultado disso, ainda conforme Cafici será que "os veículos seminovos sofrerão uma grande desvalorização em relação aos preços que estavam sendo praticados pré coronavírus. Já é possível ver essa na tendência nas transações que estão acontecendo no mercado atualmente que ja estão sendo praticadas com um grande desconto em relação ao cenário pré coronavírus", diz o executivo.

Ele também lembra o que o que está acontecendo justamente com a China, epicentro da pandemía do coronavírus, que, ainda hoje, busca reduzir os impactos da doença no dia a dia da população. Levantamento da Ipsos, líder global em pesquisas de mercado, mostra que os chineses estão repensando a própria mobilidade.

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Para concluir, Cafici diz que " utilização de um carro particular , por exemplo, saltou de 34% para 66% na preferência deles, assumindo o topo da lista de principais meios de transporte, muito à frente de transporte público, carros compartilhados e caronas. Além disso, 72% demonstraram forte intenção de compra de um automóvel nos próximos meses e a principal razão, para 77% das respostas, é reduzir as chances de nova infecção", finaliza.

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