Os seis primeiros meses de 2020 foram memoráveis para a indústria automobilística. Porém, não por um bom motivo. A pandemia do novo coronavírus deixou linhas de produção paradas, vendas em baixa e poucos lançamentos de novos produtos.

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Mas isso não impediu que as montadoras mexessem na sua gama de produtos nesse período. Embora continuem sendo vendidos em outros mercados, dois hatches médios (Golf e Focus) deixaram o Brasil. Além disso, a reformulação da linha do Citroën C3, o fim das peruas compactas e a chegada do Chevrolet Onix Plus levaram a outras baixas no País. Confira a lista a seguir 5 carros que deixaram de ser vendidos no Brasil na primeira metade do ano.

1 - Chevrolet Cobalt

Chevrolet Cobalt
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Chevrolet Cobalt: sedã era espaçoso e robusto, mas não resistiu à chegada do bem mais moderno e eficiente Onix Plus

Lançado no Brasil em 2011, o Cobalt foi o primeiro projeto da filial brasileira sobre a então nova plataforma GSV, que também serviria de base por aqui para os modelos Spin, Onix e Prisma. Reestilizado no final de 2015, o sedã compacto de porte avantajado acabou se tornando obsoleto com a chegada do Onix Plus, de proposta semelhante, e saiu de linha em fevereiro.

Espaçoso e robusto, o sedã tinha uma legião de fãs também por causa da parte mecânica fácil de consertar e com custo de reparo relativamente baixo. Apesar disso, o motor 1.8 não era dos mais modernos e a questão da eficiência energética nunca foi um dos pontos fortes do modelo da GM.

2 - Fiat Weekend

Fiat Weekdend
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Fiat Weekend: perua foi outro modelo que acabou sendo engolido pela invasão dos SUVs no mercado brasileiro

A variação perua do Palio de 1ª geração surgiu na época áurea desse tipo de arro e persistiu no mercado quando quase ninguém mais lembrava desses modelos familiares. Saiu de cena em janeiro, após 23 anos de produção, tendo recebido uma série de reestilizações, mas sempre mantendo a base original.

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A versão que mais resistiu ao tempo foi a Adventure, não por acaso a que mais se aproximou dos SUVs, segmento que passou a ser o mais vendido do Brasil, superando a dos hatches compactos. Apesar do bom porta-malas de 460 litros, não havia muito espaço no banco traseiro e a falta de controle eletrônico de estabilidade era um agravante para o carro que não era um dos mais firmes nas curvas.

3 - Citroën C3 Exclusive

Citroën
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Citroën C3 da atual geração deixou de ter a versão mais equipada Exclusive na reformulação da linha no Brasil

Lançado em 2012 no Brasil e sem o mesmo brilho no mercado de anos anteriores, o Citröen C3 segue vivo com uma oferta reduzida de versões. A perda mais recente foi a da versão de topo Exclusive, que trazia o característico teto panorâmico. É a PSA se preparando para a chegada do Peugeot 208 de segunda geração.

A versão SUV do novo C3 também deverá ser vendida no Brasil, fabricada sobre a nova plataforma CMP, que já está sendo montada em Porto Real (RJ) para ser utilizada em alguns modelos que a PSA ainda não divulgou oficialmente. 

4 - VW Golf (7ª geração)

Golf
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VW Golf é um sucesso de crítica e ainda continua sendo vendido em vários mercados. No Brasil, resta a esperança da chegada da nova geração


O VW Golf deixou de ser produzido na fábrica de São José dos Pinhais (PR) no fim do ano passado. Mas no apagar das luzes da 7ª geração, a marca alemã anunciou a importação de um lote experimental de 100 unidades da versão híbrida GTE, que se esgotou este ano. A nova geração do hatch médio já foi registrada no Brasil, mas a sua importação ainda é dúvida.

Com a chegada do VW Nivus e os tempos bicudos que vivemos atualmente diminuem as chances o Golf VIII vir ao Brasil. De qualquer forma, esse assunto ainda vai ser deicidido pela marca alemã. O mais provável e que venha apenas uma ou outra versão do hatch médio, uma delas a híbrida GTE. 

5 - Ford Focus

Focus
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Ford Focus tem conjunto bem acertado e já faz falta para os que não gostam de SUV e preferem um carro com pegada mais esportiva


 A Ford deixou de produzir o Focus na Argentina com a quase extinção dos hatches médios, principalmente no Brasil. Era um dos modelos mais bem acertados do segmento, mas sofreu um pouco com o recall nas versões equipadas com câmbio automatizado Powershift.

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Na versão topo de linha Titanium Plus vinha com itens sofisticados, como faróis com lâmpadas de xenônio, sistema multimídia com tela sensível ao toque Sync3, comandos por voz, entre outros itens. O motor 2.0, com injeção direta, tinha 178 cv, com uma das maiores potências específicas para modelos aspirados com a mesma cilindrada. Dos 5 carros desta lista, é um dos mais que fazem falta.

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